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Carta aberta aos/às estudantes de EaD do Brasil

Carta aberta aos/às estudantes de EaD do Brasil


A Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social, nos seus 65 anos, vem construindo seu reconhecimento como entidade acadêmico-cientifica e política na área do Serviço Social, na defesa e garantia de um ensino público, gratuito, laico, de qualidade e socialmente referenciado na direção dos valores e princípios do Projeto ético-politico profissional.
http://www.cfess.org.br/fotos/a2c4961b30.jpgNesta perspectiva, desde muito tempo, vem denunciando a precariedade do ensino e as baixas condições e relações de trabalho docente no Brasil. Esta precariedade perpassa todo ciclo da educação em nosso país – do ensino fundamental aos Programas de Pós-graduação, tomando diversos formatos.
No que se refere ao ensino superior, esta precariedade se expressa nas instituições públicas e privadas, nas modalidades presencial e a distância. Várias denúncias chegam até nós, por parte do corpo discente e docente dessas Instituições de Ensino Superior (IES). Um exemplo trata-se do pedido de apoio ao movimento estudantil e de professores de universidades públicas federais que denunciam as precárias condições de trabalho nestas universidades e suas consequências para o processo de formação profissional do assistente social.
Igualmente, docentes e discentes de alguns cursos privados, preocupados com a formação, pedem nossa intervenção junto à sua unidade, no sentido de fortalecer a luta pela qualificação profissional e condições de trabalho.
Sabemos que essa Política Nacional de Educação voltada, indiscutivelmente, para a ampliação de mercado tem privilegiado interesses estranhos à lógica da formação de quadros intelectuais aptos a responderem de maneira qualificada às questões estruturais e complexas que tecem a sociedade brasileira. Na lógica mercadológica, o ensino, quanto mais rápido, ligeiro, barato, mais atende aos objetivos de formar trabalhadores para se adaptarem as condições e relações de trabalho precarizadas, competitivas e individualistas.
Tais interesses não se preocupam com a qualidade do ensino e sim com quantidade, ou melhor, com a qualidade somente para alguns privilegiados. Assim, fica fortalecida a DISTINÇÃO entre universidades de ensino – instrumentos de profissionalização aligeirada, sem ambiente de pesquisa – e universidades de pesquisa – instituições pautadas pelo tripé ensino, pesquisa e extensão, como condição para uma formação teórico-crítica indispensável.
Entendemos que os cursos superiores devem formar profissionais qualificados nas mais diversas especialidades, muitos deles, interferindo, diretamente na vida da população, como é o caso do Serviço Social. Desta forma, qual é o perfil do profissional que responde as necessidades da sociedade brasileira hoje? É este o parâmetro para pensarmos que profissional queremos formar. Para atender a que interesses desta sociedade? A ABEPSS, coerente com o projeto ético-político da profissão, defende um profissional com competência teórico-metodológica, ético-política e técnico-operativa.
Um profissional crítico às investidas do grande capital na direção de transformar a educação em mercadoria, capaz de privilegiar a defesa dos direitos sociais e humanos, a ampliação da cidadania e a consolidação da democracia. Ou seja, formar intelectuais que possuam responsabilidades sociais sobre os aspectos da vida social, que atendam necessidades das classes trabalhadoras e, além disso, sejam capazes de propor projetos de intervenção profissional que possam ir além das demandas do mercado (ABESS,1996).
Nesta direção, defendemos que todos os estudantes merecem uma formação qualificada, em consonância com os princípios e valores do Projeto Ético-político profissional hegemônico.
É neste sentido que foi lançada a campanha “Educação não é fast-food”. Consideramos que todos que querem e precisam se profissionalizar devem ter oportunidades iguais, que não precisam pagar pela educação que desejam e que esta deva ser de qualidade para todos.
Nossa luta consiste em ampliar e fortalecer os espaços de formação com condições de ensino de qualidade para todos aqueles que escolherem essa profissão como desafio.
O papel da ABEPSS, CFESS, ENESSO e ANDES nessa Campanha é o de evidenciar a importância da formação de qualidade, resguardando a devida atenção aos princípios fundamentais que sustentam o Serviço Social para um exercício profissional compatível com os desafios de atuar nas diferentes, múltiplas e contraditórias expressões da questão social na realidade brasileira.
Para isso, cabe desenvolver, durante a formação, a capacidade de análise do movimento histórico da sociedade brasileira, apreendendo as particularidades do desenvolvimento do capitalismo no país, considerando as particularidades regionais. Esse movimento pressupõe a inserção dos sujeitos nesta realidade local, com aproximação teórico-prática nas diversas disciplinas, articulando ensino, pesquisa e extensão (atividades eminentemente orientadas e realizadas presencialmente) de outros princípios presentes nas Diretrizes Curriculares.
Nesta direção, contamos com a ampla participação de todos/as nas denúncias da precarização do ensino, bem como da forma irresponsável que algumas instituições têm dispensado à formação de profissionais, num quadro de exploração dos jovens trabalhadores.
Na busca por essa concepção de formação, nossa luta é pela não discriminação da educação, é pelo acesso de todos à educação pública, gratuita e de QUALIDADE. Essa deve ser a luta de todos nós!

Junho de 2011
Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social

XXXII ENESS - Programação

Programação



XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES DE SERVIÇO SOCIAL


Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”. (Rosa Luxemburgo)

Como será o amanhã?


DATA: 18.07 – DOMINGO
14H – Credenciamento
17H – 19H – Jantar
18H – 22H – Mesa de abertura
ABC do MESS
Leitura do regimento interno
22H – Atividade cultural.
DIA 19.07 – SEGUNDA-FEIRA
6H – Alvorada.
6H – 7H30 – Café da manhã
7H30 – 8H30 – Leitura brigada
8H30 – 10H – Mesa de conjuntura: “A organização da classe trabalhadora frente à crise econômica mundial.”
- Eixo I: As forças de esquerda, a redução do Estado e os revezes para a construção da contra-hegemonia. (Egmar Jr. – CONLUTAS PI)
- Eixo II: As lutas sociais e as alternativas pelas organizações sociais de enfrentamento ao Imperialismo do Capital. (Neguinho – MST (PI)
10H – 11H30 – Brigada de conjuntura.
11H30 – 13H30 – Almoço.
14H – 15H – Leitura brigada.
15H – 16H30 – Mesa de universidade: ““A Universidade brasileira e a disputa ideológica entre projetos.”
-        Eixo I: A reforma universitária brasileira: ENADE, EAD e o REUNI. (ANDES- Cláudia Durans – UFMA)
-        Eixo II: A trajetória do ME na luta pela Reforma Universitária. (Vítor Barbosa – ENEFAR)
-        Eixo II: Concepção de universidade e sua função social: uma alternativa para a classe trabalhadora. (Adelar João Pizetta – ENFF/MST).
16H30 – 18H – Brigada de universidade.
18H – 19H – Jantar.
19H – 22H – Apresentação das teses.
22H – Atividade cultural.
DIA 20.07 – TERÇA-FEIRA
6H – Alvorada
6H – 7H30 – Café da manhã
7H30 – 8H30 – Leitura brigada
8H30 – 10H – Mesa de ME: “A cultura política do Movimento estudantil e a aliança estratégica com os trabalhadores.”
Eixo I: Papel do ME e representatividades. (Elídio Marques (UFRJ)  e Jorge Henrique – ANEL/PI)
-        Eixo II: Articulação dos movimentos em redes. (Diego Itu – Rejuma/SP)
-        Eixo III: ENESSO é pra lutar: papel da entidade para a organização dos estudantes de Serviço Social. (CN ENESSO)
10H – 11H30 – Brigada de ME.
11H30 – 13H30 – Almoço.
14H – 15H – Leitura brigada.
15H – 16H30 – Mesa de formação profissional: “ Estágio e formação profissional em xeque.”
-        Eixo I: Os desafios para implementação das diretrizes curriculares da ABEPSS e da PNE. (Nádia Fialho – ABEPSS/UFPA)
-        Eixo II: O estágio enquanto processo constitutivo da práxis profissional e o processo de precarização do trabalho.
Aparecida Milanez – ABEPSS discente nacional.
16H30 – 18H – Brigada de formação profissional.
18H – 19H – Jantar.
19H – 22H – Plenária de opressões.
22H – Noite cultural.
DIA 21.07 – QUARTA-FEIRA
6H – Alvorada.
6H – 7H30 – Café da manhã.
7H30 – 8H30 – Leitura brigada.
8H30 – 10H – Mesa de cultura: “O Serviço Social e a cultura discutindo para transformar.”
- Eixo I: A cultura do Serviço Social brasileiro.
- Eixo II: O papel ideológico dos meios de comunicação na disputa pela hegemonia. (Sérgio Santeiro – UFF)
10H – 11H30 – Brigada de cultura.
11H30 – 13H30 – Almoço.
14H – 18H – Brigada de mobilização para o ato.
18H – 19H – Jantar.
19H – 00H – Atividade cultural.
DIA 22.07 – QUINTA-FEIRA
6H – Alvorada
6H – 7H30 – Café da manhã
8H – Ato das lutas sociais.
11H30 – 13H30 – Almoço.
14H – 18H – Ampliada ENESSO / ABEPSS.
18H – 19H – Jantar.
19H – 22H – Revisão de estatuto.
22H – Atividade cultural.
DIA 23.07 – SEXTA-FEIRA
6H – Alvorada
6H – 7H30 – Café da manhã
7H30 – 11H30 – Revisão de Estatuto
11H30 – 13H30 – Almoço.
14H – 18H – Revisão de estatuto
18H – 19H – Jantar
19H – 22H – Plenária
22H – 00H – Atividade cultural
DIA 24.07 – SÁBADO
6H – Alvorada
6H – 7H30 – Café da manhã
7H30 – 11H30 – Plenária
11H30 – 13H – Almoço
14H – 18H – Debate entre as chapas e eleição para Coordenação Nacional ENESSO.
18H – 19H – Jantar
19H – 21H – Avaliação.
Observações:
Brigadas: as atividades serão planejadas em quatro momentos:
-          Leitura dos textos explicativos a fim de levar a discussão para a mesa;
-          Discussão para místicas, disciplinas, animação e alvoradas;
-          Reunião para debater a mesa e tirar encaminhamentos;
-          Reunião para revisão de estatuto.

* CARGA HORÁRIA: 60H.

Saiba tudo sobre o XIII CBAS

Com imensa satisfação realizaremos no período de 31 de julho a 05 de agosto de 2010, em Brasília, o XIII Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais com o tema central “Lutas sociais e exercício profissional no contexto da crise do capital: mediações e a consolidação do projeto ético-político do Serviço Social”.

O CBAS é o maior evento do Serviço Social brasileiro, realizado a cada três anos, e reúne em torno de 3.000 profissionais e estudantes. É um evento de natureza político-científica, cujos debates subsidiam a construção da agenda das entidades nacionais da categoria – Conjunto CFESS/CRESS, ABEPSS e ENESSO - para o próximo triênio. Constitui, ainda, importante espaço de divulgação da produção científica e técnica da área do Serviço Social, através da apresentação de trabalhos e comunicações pelos profissionais e estudantes e do lançamento de livros.
A mais profunda crise do capital desde o início dos anos 70 do século XX é o cenário no qual se inscreve esse XIII CBAS, o que determina o movimento dos sujeitos históricos e produz impactos na economia, na política e na cultura, com implicações para os trabalhadores, dentre os quais os assistentes sociais. Trata-se de um momento de inflexão histórica, que atinge diretamente as condições do exercício profissional: pelo lado da demanda que aumenta exponencialmente; pelas condições de trabalho que se deterioram visivelmente com parcos investimentos e precarização da formação e do exercício profissionais; ou mesmo pela organização política e campo de alianças que devemos estabelecer para a resistência à barbarização da vida social.
O XIII CBAS coloca no centro da agenda o exercício profissional e os sujeitos políticos que hoje se inscrevem na sociedade brasileira, tendo em perspectiva a busca das mediações necessárias na articulação entre o projeto ético-político profissional e os projetos societários que preconizam a construção de uma nova ordem social, resistindo à dominação capitalista nas esferas econômica, social, política e cultural.

ABEPSS
 





CBAS


XII Encontro Nacional de Pesquisadores em Serviço Social (XII ENPESS)

ABEPSS


A Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social/ABEPSS tem a satisfação de convidar a comunidade acadêmica e profissional do Serviço Social e de áreas afins para o XII Encontro Nacional de Pesquisadores em Serviço Social (XII ENPESS), que será realizado no período de 6 a 10 de dezembro de 2010, no Rio de Janeiro.
O XII ENPESS vai ter uma característica diferente. Representando o debate acumulado e a experiência adquirida nos últimos eventos máximos da pesquisa em serviço social, o Encontro vai inaugurar um novo contexto da pesquisa na área, com a consolidação da estratégia dos Grupos Temáticos de Pesquisa (GTPs).
O tema que elegemos para este o XII ENPESS – Crise do Capital e Produção do Conhecimento na Realidade Brasileira: pesquisa para quê, para quem e como? tem como objetivo discutir os impactos da profunda crise contemporânea do capital na produção do conhecimento, num país marcado pela constituição de uma universidade heterônoma, ou seja, que historicamente reforçou as relações de dependência, no contexto de desenvolvimento desigual e combinado da economia capitalista. Essas determinações mais gerais e suas complexas configurações no tecido social brasileiro hoje têm impactos fundamentais na produção do conhecimento e na formação profissional em todos os níveis, que passam, dentre outros aspectos: pela direção tecnocrática e produtivista impressa à pós-graduação e à pesquisa; pelo lugar de pouco investimento na pesquisa social, em comparação com as chamadas áreas duras; por modificações importantes no processo de trabalho docente e na inserção discente em pesquisa; pelo aligeiramento dos processos de formação de graduação e pós-graduação; por direcionamentos temáticos e perda da autonomia no processo de produção de conhecimento; pela desqualificação de perspectivas críticas.
Nosso XII ENPESS deverá ser um grande evento de resistência a essas incidências regressivas e perversas que penetram insidiosa ou explicitamente nas relações de trabalho, na eleição de temas de pesquisa, nas salas de aula de pós-graduação e graduação. Nesse espírito serão homenageados durante o evento os Cem Anos de Noel Rosa, já que a UERJ se localiza em Vila Isabel, berço do samba e de Noel, com suas calçadas de notas musicais, ao lado da Mangueira e do Maracanã. Noel Rosa expressa a resistência irreverente. Mas homenagearemos, sobretudo, a Professora Nobuco Kameyama, que expressa essa resistência nas suas escolhas teóricas, políticas, com grande contribuição para a formação de pesquisadores, para a história da ABEPSS e a organização da pesquisa no Serviço Social brasileiro.
Para que o debate flua e tenha repercussão em várias dimensões, construímos o XII ENPESS com conferências, Colóquios – dos GTPs, Graduação, Pós-Graduação, Residência em Saúde – mesas coordenadas, sessões de comunicação oral e de apresentação de pôster. Os eixos articuladores do XII ENPESS são os mesmos dos Grupos Temáticos de Pesquisa, ou seja:
  1. Trabalho, Questão Social e Serviço Social
  2. Política Social e Serviço Social
  3. Serviço Social: Fundamentos, Formação e Trabalho Profissional
  4. Movimentos Sociais e Serviço Social
  5. Questões Agrária, Urbana, Ambiental e Serviço Social
  6. Classe Social, Gênero, Raça/Etnia, Geração, Diversidade Sexual e ServiçoSocial
Encerrado o XII ENPESS, a ABEPSS realizará sua Assembléia Geral bianual, para a definição de sua agenda acadêmico-política para o próximo período, e outros temas pertinentes a serem definidos em convocação própria, e para a eleição e posse da nova diretoria da entidade para o biênio 2011/2012. A programação final será divulgada em breve e contamos com a presença de todas e todos neste qualificado e importante evento do serviço social brasileiro.

Rio de Janeiro, 26 de abril de 2010
Elaine Rossetti Behring
Presidente da ABEPSS

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