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Dilma é eleita a primeira mulher presidente do Brasil, aponta Datafolha

Dilma Rousseff (PT) é a primeira mulher presidente do Brasil, segundo o Datafolha.Com 80,66% dos votos apurados, a candidata petista alcançou até o momento 54,22% dos votos válidos e tem 44,2 milhões de votos. O tucano José Serra tem 37,4 milhões, com 45,78%. A abstenção gira em torno de 20,9%. O eleitorado brasileiro é de 135 milhões de pessoas.



Veja trajetória de Dilma Rousseff
Veja mulheres que ocuparam cargos de liderança na política mundial
 
CANDIDATURA
Ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, Dilma foi alçada já em 2008 à condição de candidata pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começou então a dar as primeiras indicações de que gostaria de ver uma mulher ocupando o posto mais importante da República.Em 31 de março deste ano, Dilma deixou a Casa Civil para entrar na pré-campanha.
Cresceu nas pesquisas e chegou a ter mais de 50% dos votos válidos em todas elas, mas começou a oscilar negativamente dias antes do primeiro turno, após a revelação dos escândalos de corrupção na Casa Civil e da entrada do tema do aborto na campanha. Logo no primeiro debate do segundo turno, reagiu aos ataques que vinha sofrendo e contra-atacou Serra. A partir daquele momento, a diferença entre os dois candidatos nas pesquisas parou de cair. Dilma se torna neste domingo o 40º presidente da República brasileira.


NOME FORTE
Dilma tornou-se um nome forte para disputar o cargo ao assumir o posto de ministra-chefe da Casa Civil, em junho de 2005, após a queda de José Dirceu no escândalo do mensalão.
No comando da Casa Civil, Dilma travou uma intensa disputa com o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, por causa da política econômica do governo. Enquanto ele defendia aperto fiscal, ela pregava aceleração nos gastos e queda nos juros.Dilma acabou assistindo à queda de Palocci, em março de 2006, devido à quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.Com a reeleição de Lula e sem grandes rivais à altura no PT, Dilma tornou-se, depois do presidente, o grande nome do governo. Apesar do poder acumulado e do protagonismo que passou a exercer ao lado de Lula, até outubro de 2007 Dilma negava que seria candidata. 

MINAS E ENERGIA
Sua atuação à frente do Ministério de Minas e Energia rendera-lhe a simpatia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enxergou na subordinada, de perfil discreto e trabalhador, a substituta ideal para o posto de Dirceu. Ela foi indicada para o ministério logo após Lula se tornar presidente, em 2002. No comando da pasta, anunciou novas regras para o setor elétrico além de lançar o programa Luz para Todos --uma das bandeiras de sua candidatura. O novo marco regulatório para o setor elétrico --lançado em 2004-- foi considerado a primeira iniciativa do governo Lula, na área de infra-estrutura, de romper com os padrões do governo FHC, marcado pelo "apagão" de 2001. A principal característica do novo marco foi o aumento do poder do Estado em detrimento da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). 

ORIGEM
O pai de Dilma, Pedro Rousseff, veio para a América Latina na década de 30 do século passado. Viúvo, deixara um filho, Luben, na Bulgária. Passou por Salvador, Buenos Aires e acabou se instalando em São Paulo. Fez negócios na construção civil e com empreitadas para grandes empresas, como a Mannesmann.
Já estava havia cerca de dez anos no Brasil quando, numa viagem a Uberaba, conheceu a professora primária Dilma Jane Silva, nascida em Friburgo (RJ), mas radicada em solo mineiro. Casaram-se e tiveram três filhos. Igor nasceu em janeiro de 1947, Dilma, em dezembro do mesmo ano, e Zana, em 1951. A família escolheu Belo Horizonte para morar.
Levavam uma vida confortável. Passavam férias no Espírito Santo ou no Rio. Às vezes, viajavam de avião. Não era uma clássica família tradicional mineira. Os filhos não precisavam ter uma religião. Escolhiam uma fé se assim desejassem. O pai frequentava cassinos, gostava de fumar e beber socialmente.
Quando morreu, em 1962, Pedro deixou a família numa situação tranquila. Cerca de 15 bons imóveis garantem renda para a viúva Dilma Jane até hoje. Um dos apartamentos fica no centro de Belo Horizonte. 

 http://www1.folha.uol.com.br/poder/823437-dilma-e-eleita-a-primeira-mulher-presidente-do-brasil-aponta-datafolha.shtml

Marina e PV declaram neutralidade

SÃO PAULO - A terceira colocada na eleição presidencial, Marina Silva, declarou, durante convenção em São Paulo neste domingo, que se manterá neutra no segundo turno da disputa eleitoral. A verde preferiu chamar a posição de "independência".
" Creio que a posição de independência é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro "

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgHEQAxg1Ya56Ka0cmXKsDX73DrV8pQISK1Nu6qPDPqGd9D7QH2vU7aWDK1H1bLwi9kmWbK6khPU-oyOF5YHQOvagnrqBpppnxV7eGkC7AHkVhRUq4THRfRFUQPyH0-LUREt0y_jbB5XbI/s400/marina_silva.jpgEm carta aberta a Dilma Roussseff e José Serra lida durante o evento, Marina criticou a polarização política entre PT e PSDB e cobrou um avanço maior dos dois finalistas da eleição no compromisso com o programa apresentado pelos verdes a eles. 

- O fato de não ter optado por um alinhamento não significa neutralidade. Creio que a posição de independência é a melhor forma de contribuir com o povo brasileiro.
Na carta, Marina deixou clara que esperava um prova de amor mais concreta de Dilma e Serra.
- Embora mostrem afinidade, gostaríamos que avançassem em clareza e profundida com as nossas propostas. 

A candidata derrotada disse que PT e PSDB "se deixaram capturar pela lógica do embate" na disputa política nacional.
Os discursos feitos antes do de Marina deixaram clara a opção da legenda pela neutralidade. Alfredo Sirkis, vice-presidente do PV, o deputado federal Zequinha Sarney (MA), o candidato a vice de Marina, Guilherme Leal, e candidato derrotado ao Senado por São Paulo, Ricardo Young, defenderam a independência.
PV segue decisão de Marina
O Partido Verde seguiu a posição da candidata derrotada e aprovou a posição de neutralidade da legenda no segundo turno da eleição presidencial. A votação foi simbólica. Apenas quatro pessoas se manifestaram a favor do apoio a um dos candidatos.
Nos discursos durante o evento ficou claro o plano de ter Marina na disputa pelo Palácio do Planalto em 2014.A pastora Valnice Milhones, da Igreja Nacional do Senhor Jesus Cristo, uma das lideranças religiosas que apoiou a presidenciável verde, chegou a lançar a candidatura para a próxima eleição:
- (A convenção) não é o fim. É o começo... 2014, Marina presidente - afirmou sendo aplaudida com entusiasmo.
Para o empresário Guilherme Leal, candidato a vice na chapa de Marina, a posição de independência permitirá "criticar quando for preciso e apoiar quando necessário" o futuro governo. 

No primeiro debate do segundo turno, Dilma e Serra fazem duelo aberto

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Dilma surpreendeu no debate e partiu para o ataque, colocando a questão do aborto logo no primeiro bloco

No primeiro debate direto do segundo turno, promovido pela TV Bandeirantes, os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) partiram para o confronto aberto. Antes do debate, esperava-se que os candidatos adotassem uma postura “paz e amor”. Mas a candidata petista sepultou essa possibilidade já no primeiro bloco, partindo para o ataque e abordando de imediato o tema que vem sendo apontado como responsável por a campanha ter ido ao segundo turno, a polêmica sobre o aborto.
Em suas primeiras falas, Dilma afirmou que foi Serra quem regulamentou a prática do aborto em casos específicos quando era ministro da Saúde. Disse ainda que concorda com a regulamentação, porque “não pode deixar de atender a mulher” que aborta. E reclamou também de declarações da mulher de José Serra, Monica Serra, que declarou ainda no primeiro turno, que Dilma era a favor de “matar criancinhas”. Serra rebateu dizendo nunca ter defendido a legalização do aborto. “Você defendeu e de repente passa e dizer outra coisa”, acusou.
A petista ainda acusou o tucano de realizar sua campanha fazendo calúnias contra Dilma. “Essa forma de fazer campanha, que usa o submundo, é correta?” Serra respondeu que se solidariza com quem recebe ataques pessoais. “Eu tenho recebido muitos ataques por toda a campanha, como nos blogs que levam o seu nome. Nós somos responsáveis por aquilo que pensamos. A população quer saber o que a pessoa fez na vida pública. Vocês confundem matérias de jornais com ataques”, declarou, citando o escândalo da Casa Civil e a polêmica sobre o aborto.
A troca de acusações permeou todo o debate. Enquanto Serra acusava Dilma de ser “duas caras”, a petista respondia afirmando que o tucano “realmente não é o cara, é o mil caras”.
A segurança foi outro tema bastante abordado no debate. Serra exibiu números de redução de homicídios, prometeu criar o Ministério da Segurança e acusou o governo federal de se omitir na questão. Já Dilma respondeu citando a criação da Força Nacional de Segurança Pública e o aumento da integração entre as polícias que, segundo ela, o governo vem promovendo.
O tema das privatizações também voltou ao centro do debate, com Dilma tentando repetir tática que deu certo no segundo turno eleição de 2006, quando o então candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva passou a acusar o tucano Geraldo Alckmin, seu oponente, de planejar retomar as privatizações. A petista citou um assessor de Serra que, de acordo com ela, defendeu a privatização do pré-sal. O tucano rebateu afirmando que a acusação de privatizante aparece sempre no período eleitoral mas, segundo ele, o PT também fez privatizações. Ele diz ainda que vai “reestatizar” empresas públicas loteadas politicamente.

http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2010/10/10/dilma-e-serra-fazem-primeiro-debate-do-segundo-turno-acompanhe/

Marina pode ter posição contrária à convenção do PV do dia 17

reuters
http://www.consciencia.net/2006/0329-marina_0040g.jpgSÃO PAULO (Reuters) - A ex-presidenciável Marina Silva (PV) deixou em aberto nesta quarta-feira a possibilidade de seguir a posição de seu partido no apoio a um dos dois presidenciáveis --José Serra (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT)-- no segundo turno.
"Obviamente que quando se vai para uma discussão democrática sempre há a possibilidade da diferença e há a possibilidade da convergência", disse Marina a jornalistas.
Terceira colocada no primeiro turno das eleições presidenciais, o apoio de Marina --que recebeu cerca de 20 milhões de votos-- está sendo disputado pelos dois candidatos.
No próximo dia 17, a direção nacional do PV deve anunciar a sua posição para este segundo turno, marcado para dia 31. O partido tem a opção de apoiar Dilma ou Serra, além de poder declarar neutralidade na disputa.
Ainda nesta quarta-feira, Marina se reuniu com representantes da sociedade civil que a apoiaram na campanha presidencial. O encontro faz parte do processo que irá definir a posição do partido para o segundo turno.
Na reunião, seus apoiadores teriam demonstrado preocupação com um eventual apoio de Marina a um dos dois candidatos. Eles calculam que isso poderia ser prejudicial ao legado político da senadora verde, que durante toda a campanha se apresentou como uma terceira via, insistindo que tanto Dilma quanto Serra eram iguais.
"De fato, há uma preocupação... na ideia de como é que a gente faz para que essa manifestação da sociedade possa significar um novo processo e não perdermos o vínculo com esse processo político", afirmou Marina.
A senadora, que foi filiada por 24 anos ao PT, deixou o partido em 2009 por não concordar com posições petistas relacionadas ao meio ambiente.
Nesta manhã, a direção do PT anunciou o processo de decisão do apoio no segundo turno. Na convenção marcada para dia 17 vão se reunir dirigentes, deputados eleitos, candidatos derrotados e representantes religiosos. A discordância é prevista pela sigla.

(Reportagem de Hugo Bachega)


STF decide que eleitor só precisa de um documento com foto para votar

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYmEr9gOs_UvqleYHts-CW55UjQzYq9-IyctJ3TWV4xFu_A7SkfiIHFUWDTt8haaa9_A6FOir_P7PxsmLrQUY4pYkH5le5YUZyjg7GueQtMgy62dbpJzLdIdJB5PM9q8TzuEP_wR8QQVjw/s320/Elei%C3%A7%C3%B5es+2010.jpgDébora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (30) que os brasileiros precisarão apresentar apenas um documento com foto na hora de votar. A decisão foi tomada em caráter emergencial, por 8 votos a 2, a partir de ação proposta pelo PT. Para o partido, a exigência de dois documentos era um exagero e poderia representar impedimento ao voto.
O julgamento foi paralisado ontem (29) por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes quando o placar estava em 7 a 0 a favor da ação proposta pelo PT. O julgamento foi retomado hoje com o voto de Mendes pela obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos. “Uma nova alteração há três dias das eleições poderá gerar insegurança", disse Mendes.
Mendes ainda destacou que a ampla propaganda institucional feita em favor da apresentação dos dois documentos deixou o eleitor suficientemente informado sobre a exigência. Porém, Mendes afirmou que pode mudar de opinião no futuro, uma vez que os ministros apenas analisaram o pedido de medida cautelar (urgência) feito pelo PT, e não o mérito da questão.
O julgamento seguiu com o voto do decano Celso de Mello, que votou com a maioria. “O Estado não pode agir imoderadamente, pois a atividade governamental está condicionada ao postulado da razoabilidade”, afirmou. Para o ministro, os dois documentos são obrigatórios, mas só a falta daquele com foto pode proibir alguém de votar.
Por fim, o presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, votou com Mendes pela apresentação dos dois documentos. “A decisão da maioria acabou de decretar a abolição do título eleitoral. Ele passa a ser um documento de recordação do local de votação”, disse Peluso. Para o presidente, a exigência do título e do documento com foto não é inconstitucional e é uma garantia contra possíveis falhas de identificação que possam ocorrer no local de votação. “Não se pode perder de vista que as máquinas falham, estamos cansados de saber. O registro também pode falhar. Não há excesso de cautela ao se exigir dois documentos”, concluiu Peluso.
A votação a favor da apresentação de apenas um documento com foto foi aberta ontem pela relatora da ação, ministra Ellen Gracie. “Não é cabível que [a não apresentação de dois documentos] se torne um impedimento ao voto do eleitor. Essa análise é ofensiva ao principio da razoabilidade, uma exigência desmedida”, disse a ministra. Ela foi acompanhada pelos ministros Antônio Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski.

Edição: Vinicius Doria

http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=0E869E1B8B4AA91A2FBDE96C3C173080?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_pos=1&p_p_col_count=2&_56_groupId=19523&_56_articleId=1065668

Mídia duela em debate sobre democracia e liberdade

Revistas semanais brasileiras desta semana abordam o momento político do País de forma opostas. Foto: Arte/Terra
Revistas semanais brasileiras abordam o momento político do País de forma opostas
Foto: Arte/Terra

Gilberto Nascimento
Priscila Tieppo
A oito dias do primeiro turno das eleições, revistas semanais brasileiras já nas bancas abordam o momento político do País de forma diametralmente opostas. O tema central de Veja e de Carta Capital é a discussão sobre a liberdade de imprensa. Mais do que isso, é a visão que cada uma tem do processo político e do conceito de democracia. Carta Capital comenta atos de nítida inspiração "conservadora" organizados e em "marcha" contra o atual governo. Veja sustenta que a liberdade e a "imprensa livre" no País estariam sob ameaça. Na quarta-feira (22), o presidente Lula disse, em entrevista exclusiva ao Terra, que a comunicação no País "é dominada por nove ou dez famílias" e que a imprensa "tem candidato", embora não diga às claras quem é ele; o candidato. Em editorial, na edição deste sábado (20), o jornal O Estado de S.Paulo trata do tema. As revistas Época e IstoÉ também.
Carta Capital lembra a Marcha com Deus pela Família e pela Liberdade e outras manifestações públicas organizadas por setores "conservadores" da sociedade, entre 1963 e 1964, que resultaram na derrubada do poder do então presidente João Goulart. Com o título de capa "Eles ainda sonham com a marcha", Carta Capital diz que, "em desespero" diante da possível vitória da candidata petista à presidência Dilma Rousseff, a oposição "tenta evocar fantasmas do passado, alimentada pela mídia".
A revista traça um paralelo entre a Marcha com Deus pela Família e um ato "contra o autoritarismo", realizado na quarta-feira (22), saudado por uma parcela da mídia como reação indignada da "sociedade civil". No ato, que contou com a participação de militantes do PSDB e ex-ministros do governo FHC, como José Gregori e José Carlos Dias, foram feitas duras críticas ao presidente Lula e ao seu governo.
Outra reportagem da revista, assinada pelo jornalista Mino Carta, diretor de redação, fala da exigência feita pela vice-procuradora da Justiça Eleitoral, Sandra Cureau, para que Carta Capital entregasse, no prazo de cinco dias, documentação completa sobre o relacionamento publicitário da revista com o governo federal. A procuradora dizia ter recebido uma denúncia anônima. A revista chama Sandra Cureau de "a censora" e também vê sua atitude como "uma tentativa de assalto à liberdade de imprensa".
Além disso, a publicação traz como contraponto uma relação de contratos do governo de São Paulo, administrado pelo PSDB, com grandes grupos de comunicação do País, como a Editora Abril, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo.
Com a Editora Abril, relata Carta Capital, o governo tem compras de assinaturas das revistas Nova Escola, Veja, Guia do Estudante e Recreio. A da Nova Escola, por exemplo, é a aquisição de 220 mil, assinaturas para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino, no valor de R$ 3.740.000,00. Já a Veja soma 5.449 assinaturas no valor de R$ 1,16 milhão.
Além da editora, os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo e Editora Globo também mantém contratos com o governo, de acordo com a publicação, informa Carta Capital. Nas negociações, a Folha vendeu 5.200 assinaturas anuais para escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo com valor de R$ 2,5 milhões. O Estado de S. Paulo também vendeu 5.200 assinaturas do jornal destinadas às escolas estaduais no valor de R$ 2,5 milhões. Já a Editora Globo tem um contrato de 5.200 assinaturas para as escolas da revista Época de R$ 1,2 milhão.
Veja
A Veja, em sua principal reportagem, trata do que entende serem riscos à democracia no País. Sua capa traz o título: "A liberdade sob ataque" e diz, no subtítulo, que "a revelação de evidências irrefutáveis de corrupção no Palácio do Planalto renova no presidente Lula e no seu partido o ódio à imprensa livre".
Ainda na capa, a Veja cita a Constituição brasileira que prevê a liberdade do pensamento, expressão e da informação e no texto intitulado "A imprensa ideal dos petistas" diz que o governo Lula e o PT "sacam do autoritarismo e atiram na imprensa, que acusam de ser golpista e inventar histórias", por não quererem "jornalismo nenhum".
Em outro texto, a revista repercute as denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, a partir de um depoimento do ex-diretor dos Correios Marco Antônio de Oliveira. Apontado como "lobista", Oliveira diz que "a Casa Civil virou uma roubalheira(...). Esta "roubalheira", afirma Oliveira, "levou minha família à ruína". A publicação faz críticas às denúncias de lobby e aponta a relação entre um sobrinho de Marco Antônio, Vinicius Castro, ex-assessor da Casa Civil, com a família de Erenice Guerra.
IstoÉ
A revista IstoÉ aborda em sua capa "O avanço da onda vermelha". Mostra a base política que o governo deve conquistar no Congresso com a possível vitória de Dilma. O eventual governo Dilma tende a garantir "uma quase inédita maioria governista no Congresso".
A revista utiliza os dados das últimas pesquisas para mostrar que a candidata petista está à frente de José Serra, candidato do PSDB à presidência, em locais que Lula foi vencido pela oposição em 2006.
Em outra reportagem, IstoÉ denuncia, a partir de documentos em poder da Procuradoria-Geral da República, um suposto envolvimento de Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações e candidato ao governo de Minas Gerais pelo PMDB, em desvio de R$ 169 milhões da Telebrás. Costa, de acordo com a revista, é investigado porque teria participado de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a estatal.
Época
Já a capa da revista Época traz o humorista Tiririca, candidato a deputado federal em São Paulo pelo PR. A reportagem traz indícios de que ele seja analfabeto e que, se vencer, poderá ser o deputado mais votado do País.
Na Época, a reportagem intitulada "O novo ataque de Lula à mídia" fala das últimas declarações do presidente sobre o assunto e ressalta algo que, em meio ao tiroteio, passa despercebido. Não é Época que faz a seguinte pergunta:
- A três meses do fim do seu mandato e há quase 8 anos na presidência da República, qual teria sido a ação de Lula contra algum órgão de comunicação?
Mas, é a revista Época que observa: "Apesar de todas as manobras e discursos contra a imprensa, até o momento não houve por parte do governo nenhuma medida concreta de censura ou cerceamento à liberdade de expressão."

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4698632-EI15311,00-Midia+duela+e+debate+democracia+e+liberdade.html

Tiririca distribui gibi polêmico para crianças em caminhadas em São Paulo

FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO

A equipe de campanha do palhaço Tiririca, candidato a deputado federal em São Paulo, está distribuindo um gibi polêmico nas caminhadas em que o humorista faz corpo a corpo com eleitores.
Na publicação, que leva na capa a sigla de seu partido, o PR, cada frase séria com ideias do candidato vem acompanhada de uma piada.
Na página que leva o texto "os idosos, que tanto trabalharam pelo Brasil, não foram esquecidos por Tiririca", o humorista aparece abraçado a um casal de velhinhos e afirma, em um balão: "Essa véia ainda dá um caldo".
http://1.bp.blogspot.com/_1RK9uYJeGPI/TH0_0mgf0cI/AAAAAAAAX4o/_MHtmvSv5qM/s320/tiririca.jpg A seguir, um outro texto afirma que Tiririca "não faz discriminação" e que, como deputado, "vai lutar por todos: homens, mulheres e gays". Ao lado de um homem, uma mulher e um rapaz que supostamente é gay, ele aparece próximo deste último usando um de seus bordões: "menino lindo!".
Quando promete que "como deputado jamais esconderá a verdade", o palhaço afirma que dará "nome aos bois, sobrenome às vacas e apelido aos bezerros". Ele aparece na sequência carregando um bezerro e chamando-o de "bezerrinho lindo".
Em outra ilustração, em uma sala de aula, alguém pergunta ao "professor Tiririca" se ele era bom aluno. "Eu era cobra", responde. "Sabia tudo?", indaga o aluno. "Não. Passava me arrastando", devolve o palhaço.
A Folha obteve um exemplar do gibi em uma agenda de Tiririca na zona sul de São Paulo. Os assessores do candidato distribuíam o material prioritariamente a crianças.
"Criançada, peça pra mamãe e pro papai votar no Tiririca. Pra deputado, vote no abestado", diz um dos textos.
O gibi informa que 150 mil exemplares foram impressos. O PR afirmou desconhecer o material, mas disse não "oferecer críticas ou reparos a material de campanha". 

colaborou MARCIO DINIZ, de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/poder/804510-tiririca-distribui-gibi-polemico-para-criancas-em-caminhadas-em-sao-paulo.shtml

Marina cresce e empata com Serra no Rio

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, ganhou mais de 1 milhão de votos no Estado do Rio de Janeiro em dois meses e empatou com José Serra (PSDB) entre os eleitores fluminenses.
O Rio caminha para, mais uma vez, destoar do resto do país ao votar. O crescimento verde pode ser explicado por um vácuo político em um eleitorado de 11,6 milhões de pessoas --o terceiro do país-- bem informado e com forte presença evangélica.
Segundo o Datafolha, Marina tem 22% das intenções de voto no Rio --dez pontos percentuais a mais que em julho e nove pontos a mais que sua média nacional, de 13%--, o que representa mais de 2,5 milhões de eleitores
No mesmo período, Serra perdeu oito pontos --tem 23%--, o que configura empate técnico com a candidata do PV, estando no Rio oito pontos abaixo de sua média nacional. A petista Dilma Rousseff é líder com 45% --quatro a menos que sua média nacional.
Na cidade do Rio, Marina atinge 24% dos votos contra 21% do tucano. No Distrito Federal, Marina também está na frente de Serra (26% a 23%), mas nos dois casos estão tecnicamente empatados em razão da margem de erro de dois pontos percentuais.
O sociólogo Antônio Lavareda, analista de pesquisas que presta serviços ao Partido Verde, atribui o comportamento de Marina ao "perfil diferenciado" do eleitorado.
"São regiões em que o tamanho relativo das camadas de maior escolaridade e renda --público que não só é mais receptivo a Marina, mas que também a conhece mais-- é maior, facultando assim esse crescimento."
Marina tira votos de Dilma e de Serra, crescendo mais nos segmentos de alta renda e escolaridade. Pesquisa nacional do Datafolha divulgada ontem mostra Dilma com 49%, Serra com 31% e Marina com 14%.
Em 2006, no primeiro turno, a candidata do PSOL, Heloisa Helena, obteve 17,1% dos votos no Estado, mas apenas 6,9% no país. Sua performance fez minguar a candidatura do tucano Geraldo Alckmin, que teve no Rio 28,9% contra 41,6% dos votos no país.
Para o cientista político Cesar Romero Jacob, professor da PUC-RJ e especialista em análise de mapas eleitorais, a viabilidade de Marina depende do voto útil --se Dilma não tivesse deslanchado, ela poderia ter sido depositária dos votos do lulismo.
No atual momento de campanha, ela pode se beneficiar do voto útil dos que veem a candidatura tucana empacada. "Isso pode se tornar um problema grave para o Serra no final da campanha", diz.
Jacob afirma que há um vácuo político no Rio em razão da desintegração do que chama de família brizolista, aliados e ex-aliados do líder gaúcho que venceram 5 de 7 eleições para o governo do Estado desde 1982.
"Nos anos 2000, ocorre uma crise de hegemonia que abre espaços para um político pós-Brizola como Sérgio Cabral. Justifica, por exemplo, o surgimento de uma candidatura com força como a de Marcelo Crivella, a boa votação de Heloisa Helena em 2006 e agora o crescimento de Marina", afirma. 


O ex-prefeito César Maia, candidato ao Senado pelo DEM, aliado estadual do PV na candidatura ao governo de Fernando Gabeira e nacionalmente alinhado com Serra, aponta outra vertente para o crescimento de Marina: "Ela cresce pelo voto evangélico". Marina converteu-se à Assembleia de Deus em 1997.
O último Censo apontou que 15% dos brasileiros se dizem evangélicos, mas lideranças religiosas afirmam que os evangélicos no Rio chegam a 25% do eleitorado.
Ao lado do apoio de Lula, o eleitorado evangélico é responsável por manter Marcelo Crivella (PRB) com 40% das intenções de voto ao Senado, apesar de seu pouco tempo de televisão --cerca de 1 min. Crivella tem sua base entre os evangélicos ligados à Igreja Universal, da qual foi bispo. 




Vox Populi mostra Dilma com 51% e Serra com 24%

GUSTAVO URIBE - Agência Estado
 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYmEr9gOs_UvqleYHts-CW55UjQzYq9-IyctJ3TWV4xFu_A7SkfiIHFUWDTt8haaa9_A6FOir_P7PxsmLrQUY4pYkH5le5YUZyjg7GueQtMgy62dbpJzLdIdJB5PM9q8TzuEP_wR8QQVjw/s320/Elei%C3%A7%C3%B5es+2010.jpgA vantagem da candidata Dilma Rousseff (PT) sobre o seu adversário José Serra (PSDB) na disputa presidencial segue em 27 pontos porcentuais. Divulgada hoje, pesquisa Vox Populi de intenções de voto, encomendada pela TV Bandeirantes e pelo portal iG, mostra a petista com 51%, enquanto o tucano tem 24%. Na mostra anterior, de 17 de setembro, os porcentuais dos dois candidatos eram os mesmos. Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria a disputa no primeiro turno, levando em conta os votos válidos.
A candidata do PV, Marina Silva, subiu de 8% para 10%, em relação ao levantamento anterior. Os demais candidatos não chegaram a 1% das intenções de voto. O total de votos brancos e nulos é de 5% e 9% não sabem ou não responderam em quem vão votar. A TV Bandeirantes não divulgou o cenário da pesquisa em um eventual segundo turno.
A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro é de 1,8 ponto porcentual para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo número 31.705/2010. 
 

Dilma tem 49% das intenções de voto e Serra, 28%, segundo Datafolha

Da Agência Brasil

Brasília - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, mantém a liderança da corrida disputa e tem 49% das intenções de voto, segundo pesquisa do instituto Datafolha, encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, divulgada hoje (22).

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIz4wRx6D4_9pbRqax73l8_4eqbhUhdR5Z5dn1HUO6Kpa0crD3owdz5SiSK18YeRTj33glvK5grnCoD_DQooFLnfNXNXh1O37QnqeyjaAmepJwRDtnXortf_cTLuTgz0PRVFh9WwAp93sm/s1600/eleicoes2010.jpgEm relação à pesquisa anterior, Dilma perdeu dois pontos percentuais. José Serra, do PSDB, aparece com 28%, um ponto percentual a mais que na rodada anterior da pesquisa, na última semana. Marina Silva, do PV, tem 13% das intenções de voto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Nenhum dos demais candidatos conseguiu chegar a 1% das intenções de voto, segundo o Datafolha. Brancos e nulos somaram 3%, e indecisos, 5%.

Na hipótese de segundo turno, Dilma venceria com 57%, contra 38% de Serra.

O Datafolha ouviu 12.294 eleitores em 444 municípios entre os dias 21 e 22 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 31330/2010.

Edição: João Carlos Rodrigues


Dilma cresce quase 5 pontos e venceria em primeiro turno, aponta CNT/Sensus

14/09/2010 11:46
Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada hoje (14) mostra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, com 50,5% das intenções de voto, enquanto José Serra, do PSDB, aparece com 26,4%. A diferença chega a 24,1 pontos, levando em conta a pesquisa estimulada. Caso esses números se confirmem nas urnas, Dilma Rousseff será eleita em primeiro turno.
Na pesquisa estimulada anterior, Dilma aparecia com 46% das intenções de voto, José Serra com 28,1%. A candidata petista cresceu 4,5 pontos desde 24 de agosto, quando foi divulgado o último levantamento. O tucano teve redução de 1,7 ponto percentual.
Marina Silva ficou com 8,9% das intenções de voto nesta edição da CNT/Sensus, 0,8 ponto percentual a mais do que o alcançado anteriormente. Os candidatos Zé Maria (PSTU) e Plínio Sampaio (P-SOL) têm, cada um, 0,6% das intenções de votos.
Havendo segundo turno, Dilma venceria as eleições com 55,5% dos votos, enquanto Serra teria 32,9%. Brancos e nulos corresponderiam a 5,9%. Não responderam ou não sabem, 5,7%.
De acordo com a pesquisa espontânea, a diferença de intensão de votos entre Dilma e José Serra alcançou 21,3 pontos. A candidata do PT aparece com 44,3%, enquanto o candidato do PSDB aparece com 23% e Marina Silva com 7,1% das intenções de voto.
Segundo a pesquisa, 72,7% dos entrevistados disseram que já decidiram o seu voto. Além disso, 12,4% dos eleitores admitiram que podem mudar de opinião e 11,2% ainda não sabem em quem votar.
A 104ª Pesquisa CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 10 e 12 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Edição: Talita Cavalcante e Juliana Andrade // A matéria e o título foram alterados para corrigir informação
ID: 347

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