6º Encontro Nacional de Política Social

http://enps.com.br/includes/img/logo_enps.pngO Programa de Pós-Graduação em Política Social da UFES realizará, no período de 28 a 30 de setembro de 2011, no campus da Universidade Federal do Espírito Santo, o 6º Encontro Nacional de Política Social (ENPS). O tema do evento, “Política social no mundo contemporâneo”, ancora-se na necessidade de consolidar o ENPS como um espaço de intercâmbio e reflexão acerca da realidade mundial, especialmente num momento em que emergem movimentos e governos que contestam a hegemonia norte-americana e o capital financeiro no mundo.
Este tema instiga pesquisadores do mundo inteiro a refletir sobre as dificuldades e obstáculos impostos pela conjuntura mundial (e particular de cada país), num contexto em que se destacam a mundialização dos processos econômico-sociais, a força do neoliberalismo na condução de políticas sociais (das quais o Estado busca desresponsabilizar-se) e as extremas desigualdades sociais postas, entre outros fatores, pela divisão internacional, regional e social do trabalho e pela precarização das condições e relações laborais. O tema central expressa ainda os desafios com os quais se defrontam os pesquisadores e profissionais envolvidos com a questão. No atual contexto brasileiro, latino-americano e mundial, as forças sociais de esquerda se reorganizam em torno de alternativas de enfrentamento das contradições e desigualdades econômicas, culturais, políticas e sociais. Os altos níveis de desigualdade e a persistência de um sistema de proteção social de caráter focalizado, territorializado e marcado por políticas de transferência de renda não produzem alterações sobre os determinantes da miséria e da pobreza e, portanto, ampliam a necessidade de pensarmos o existente e de construirmos estratégias econômicas, políticas e sociais para sua superação.
Estão previstas conferências, mesas-redondas e apresentação de trabalhos científicos. Entre os convidados internacionais e nacionais, teremos a presença confirmada de: Carlos Soto Iguarán (França); Cesar Giraldo (Colômbia); Berenice Rojas Couto (Brasil); Dimitris Milonakis (Grécia); Fred Goldstein (EUA); George Labridinis (Grécia); José Paulo Netto (Brasil); Laura Acotto (Argentina); Mamdouh Habashi (Egito); Olga Pérez Soto (Cuba); Potyara Amazoneida P. Pereira (Brasil); Paul Bywaters (Reino Unido); Peter Abrahamsom (Dinamarca) e Vishanthie Sewpaul (África do Sul).

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Número de profissionais no Suas aumenta 57% em quatro anos

De 2006 a 2010, o número de trabalhadores do setor saltou de 140 mil para 220 mil. O papel dos profissionais é tão importante para o sistema, que atuação é destaque nas discussões das conferências de assistência social deste ano. Lei do Suas será sancionada pela presidenta Dilma Roussef nos próximos dias 
 
O aumento dos profissionais que atuam para assegurar os direitos dos brasileiros mais vulneráveis é uma marca do Sistema Único de Assistência Social (Suas), que entrou em funcionamento em 2005. Nos próximos dias, será Lei, após sanção, pela presidenta Dilma Roussef, de projeto aprovado pelo Congresso Nacional. De 2006 a 2010, o número de trabalhadores deste setor saltou de 140 mil para 220 mil, uma elevação de 57%.
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Sebastião Pedra/MDS
Dimas Dantas: “Cras tem efeito preventivo e Creas está mais voltado à situação de violação de direitos

Esses números resultam de comparação dos dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2006, e do Censo Suas, realizado de Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em 2010. Parte desses profissionais atua nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), que hoje somam 7,6 mil em todas as cidades, e nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que totalizam 2,1 mil.

O papel dos profissionais é tão central para o Suas, que essa atuação é destaque nas discussões das conferências de assistência social, que estão ocorrendo nos municípios e, a partir de agosto, serão realizadas pelos estados. “Consolidar o Suas e valorizar os seus trabalhadores” é o tema da VIII Conferência Nacional, que o MDS e o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) promovem do dia 7 a 10 de dezembro.

Dos profissionais, 68 mil têm formação superior, 100 mil concluíram o ensino médio e 52 mil terminaram o ensino fundamental. O vínculo empregatício dos profissionais varia entre estatutários, comissionados e celetistas.

Qualidade - Para a secretária nacional de Assistência Social do MDS, Denise Colin, é fundamental abordar a questão dos trabalhadores e discutir a qualidade dos serviços ofertados à população. “Queremos que o atendimento a famílias e indivíduos seja de qualidade”, afirma. Em sua avaliação, o esforço dos governos federal, estaduais e municipais para a elevação do investimento no setor e a valorização dos profissionais é para superar a trajetória de clientelismo e de moeda de troca, historicamente praticada no País.

Conhecer bem o trabalho que precisa ser desenvolvido diante as situações apresentadas mostra a compromisso dos profissionais com a qualidade do serviço, como demonstra a assistente social Sandra Flesch, do Creas de Planaltina, no Distrito Federal. “A gente trabalha com indivíduo e família em situação de violação de direitos. Especificamente, trabalhamos com a situação de violência sexual contra criança e adolescente, violência doméstica, negligência e maus tratos de adolescentes e idosos, trabalho infantil e população em situação de rua.”

Dimas Dantas, coordenador do Creas, mostra a significativa diferença entre a proteção básica e especial. “O Cras tem um efeito preventivo, por ser a porta de entrada da assistência social. Faz um serviço de fortalecimento de vínculo com a família. O Creas está muito mais voltado a uma situação de violação de direito; seja ela um abuso sexual, violência contra a mulher ou negligência e maus tratos contra idoso, criança e adolescente.”

Equipes - No funcionamento diário do sistema, os tipos e a quantidade de profissionais que lidam com as políticas podem constituir variáveis determinantes para os graus de sucesso dos programas, de acordo com a Norma Operacional Básica de Recursos Humanos (NOB-RH) do Suas. Uma resolução recente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), de 20 de junho, ratifica a referência definida pela NOB-RH e reconhece as categorias profissionais de nível superior para atender às especificidades dos serviços socioassistenciais e das funções essenciais de gestão Suas. Pelo documento, assistentes sociais e psicólogos passam a compor, obrigatoriamente, as equipes de referência da proteção básica e especial.

Com essa normatização, fica definido também que advogados, administradores, antropólogos, contadores, economistas, economistas domésticos, pedagogos, sociólogos e terapeutas ocupacionais poderão comportar a equipe de gestão do Suas. Por sua vez, profissionais formados em antropologia, economia doméstica, pedagogia, ciências sociais, terapia ocupacional e musicoterapia são categorias que poderão atender as especificidades dos serviços socioassistenciais.

“Essas categorias profissionais de nível superior poderão integrar as equipes de referência, considerando a necessidade de estruturação e composição, a partir de especificidades e particularidades locais e regionais, do território e das necessidades dos usuários, com a finalidade de aprimorar e qualificar os serviços socioassistenciais”, define a resolução, assinada pelo presidente do CNAS, Carlos Ferrari.

O documento, que distingue os saberes e práticas correspondentes aos objetivos da proteção social não contributiva, resulta do processo de debate com os trabalhadores do Suas, coordenado pelo conselho e o ministério, conforme estabelecido na norma e deliberações da VII Conferência Nacional de Assistência Social, de 2009.

João Luiz Mendes e Cristiane Hidaka
Ascom/MDS
(61) 3433-1021
www.mds.gov.br/saladeimprensa

Educação pública, presencial, gratuita e de qualidade já!

Seminário Nacional debate campanha “Educação não é fast-food”, que entra em nova fase
Auditório lotado para discutir a graduação à distância em Serviço Social (foto: Rafael Werkema)

Com mais de 100 representantes dos CRESS e Seccionais de todo o país, integrantes das diretorias dos Conselhos Federais de Biologia, Enfermagem, Farmácia e Administração, além da representação do Fórum dos Conselhos Federais das Profissões Regulamentadas (Conselhão), o Conjunto CFESS-CRESS, ABEPSS e ENESSO, em parceria com o Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), realizou o Seminário Nacional em Defesa da Educação com Qualidade: a graduação à distância em debate. O evento ocorreu em Brasília nesta quarta-feira, 29 de junho.

Saudando o público, a presidente do CFESS, Sâmya Rodrigues Ramos, deu início aos trabalhos, ressaltando a importância do evento, que é o primeiro seminário da atual gestão, especialmente em um momento de renovação das direções dos CRESS e Seccionais. "Um de nossos objetivos foi alcançado: estamos intensificando o debate sobre o ensino à distancia no Brasil e sobre o futuro de nossas políticas publicas de educação, que atualmente não asseguram a educação como direito de todos/as e como dever do Estado. Por isso é tão importante que estejamos aqui, com aliados históricos", destacou.

Em seguida, o professor Cláudio Tonegutti, integrante do ANDES-SN, prosseguiu às intervenções, destacando a importância do seminário para o aprofundamento e discussão das implicações do ensino à distância no desenvolvimento das políticas públicas de educação no Brasil. "O ANDES vem discutindo a Educação à Distância, em especial a questão de sua utilização em substituição ao ensino presencial e, por isso, acreditamos que este evento nos dará subsídios para ampliar essa discussão, principalmente para o debate do Plano Nacional de Educação (PNE)", observou.

Também na luta, a presidente da ABEPSS Claudia Mônica dos Santos explicitou alguns dos atuais projetos da entidade, como a ABEPSS Itinerante, a revista Temporalis, traçando um paralelo em como utilizá-los para o fortalecimento da luta por uma educação de qualidade, em especial na América Latina. "Ressalto também como é fundamental da presença dos CRESS, para que possamos também agregá-los à atuação de nossos regionais da ABEPSS na mesma luta", afirmou.

Cláudio Tonegutti (ANDES), Sâmya Ramos (CFESS) e Cláudia Mônica (ABEPSS) na mesa de abertura do evento (foto:Rafael Werkema)

Graduação à distância: Democratização ou mercantilização?
A segunda mesa do seminário, Graduação à distância no Brasil: democratização ou mercantilização?, começou com a exposição do professor César Minto, do ANDES-SN, que parabenizou o Conjunto pela campanha que, segundo ele, questiona com concretude a formação que vem sendo oferecida aos/às profissionais brasileiros/as.

E Minto não poupou argumentos para mostrar a incompatibilidade do EaD com o que se entende por  educação e ensino.  "O que está em jogo é uma disputa ideológica", afirmou.

O representante do ANDES enfatizou aspectos filosóficos e psicopedagógicos que fazem com que o ensino presencial seja essencial para formação do indivíduo, no âmbito pessoal e profissional, enquanto sujeito capaz de fazer uma leitura crítica da realidade. "Sujeitos construtores da sua história, em defesa de sociedade livre, democrática, justa e humanitária". Segundo ele, o EaD não dá conta disso porque o ambiente virtual impossibilita qualquer interação humana.

César Minto resgatou alguns conceitos fundamentais, cunhados por educadores, afirmando que educação é muito mais amplo do que ensino, que, por sua vez, não é equivalente a atividades didáticas. "Não falamos em 'Educação a Distância', pois este termo não abrange diversas das dimensões essenciais à caracterização da educação, mas, no máximo, em 'Ensino à Distância'. Por fim, o EaD não prepara para a vida em sociedade, portanto pode até ensinar, mas não educa. Atividades formadoras são necessariamente presenciais, pois são as únicas que promovem saberes socialmente referenciados".

Entretanto, ele fez questão de destacar que não é contrário às chamadas tecnologias de informação e comunicação (TIC), "que não caracterizam e sequer são exclusivas do EaD", como instrumentos de apoio ao ensino, mas enfatizou que estas nunca devem substituir a formação inicial presencial.  

Ao final de sua fala, Minto ressaltou novamente a coragem do Conjunto CFESS-CRESS, ABEPSS e ENESSO em lançarem uma campanha "ousada e provocativa", que critica a maneira como o governo brasileiro vem tratando a política de educação do país, e reafirmou o apoio do Sindicato à luta pela educação pública, presencial e com qualidade.

César Minto (ANDES) e Cláudia Mônica (ABEPSS) falaram sobre a incompatibilidade entre a formação com qualidade e o EaD (Foto: Diogo Adjuto)

Já a presidente da ABEPSS, Cláudia Mônica, trouxe a discussão para o âmbito da graduação em Serviço Social. Ela apresentou os parâmetros essenciais para formação com qualidade, defendendo que a modalidade presencial favorece essa perspectiva, e que o EaD está na contramão desse projeto de formação profissional do Serviço Social Brasileiro.

"Defendemos uma primorosa capacitação teórico-metodológica, ético-política, técnico-política e investigativa. Uma capacitação apta para apreender as demandas postas no mercado de trabalho, tradicionais e emergentes", ressaltou.

Mônica destacou algumas propostas das Diretrizes Curriculares, entre elas a de defesa de uma "lógica curricular inovadora, que supere a fragmentação do processo de ensino-aprendizagem, e permita uma intensa convivência acadêmica entre professores, alunos e sociedade".

A presidente da ABEPSS também apresentou dados inicias de uma pesquisa, ainda em andamento, da professora Larissa Dahmer (Universidade Federal Fluminense/Niterói) sobre os cursos de graduação à distância em Serviço Social.  "Na análise inicial das informações sobre os cursos disponíveis nas páginas virtuais de 14 Instituições de Ensino Superior (IES), foram encontradas dificuldades de acesso a informações essenciais para o maior conhecimento do curso (inclusive por parte dos discentes e ou futuros discentes): relação do corpo docente, sua titulação e produção acadêmica". E segundo Cláudia Mônica, a avaliação inicial da ABPESS sobre o material didático dos cursos EaD na pesquisa é a de que a abordagem desses materiais é superficial, simplista e com equívocos de ordem teórico-metodológica e ético-política sobre a profissão

Para finalizar, a presidente da ABEPSS trouxe depoimentos de estudantes que cursaram até o 4º período de Serviço Social EaD, que confirmam as inúmera fragilidades deste modelo de graduação.

Educação não é fast-food
Na ocasião, o CFESS apresentou a campanha Educação não é fast-food: diga não para a graduação à distância em Serviço Social, mostrando aos CRESS e aos/às demais participantes todos os materiais produzidos para essa luta: cartaz, adesivo, hotsite, spot de rádio, vídeos interativos, marcador de livro e cartão postal. Tudo está disponível para download. Também foi distribuído o CFESS Manifesta da campanha.

Mesa de apresentação da Campanha com Marina Barbosa (ANDES), Lucia Lopes (CFESS), Juliana Melim (CFESS) e Maria Helena Elpídio (ABEPSS) (Foto: Rafael Werkema)

A coordenadora da Comissão de Formação do CFESS, Juliana Melim, deu prosseguimento ao debate na mesa de apresentação nacional da campanha, que tinha como objetivo também a definição de estratégias para ampliação da Campanha após o seminário. A conselheira fez um histórico do processo de discussão da luta pela educação com qualidade, desde 1996, a partir da análise do processo de mercantilização da política de educação do país. "A partir de 2008, com a criação do GT Trabalho e Formação, em conjunto com os CRESS, ABEPSS e ENESSO, pudemos aprofundar a formulação teórico-crítica, que é a base para ações concretas na luta pela educação de qualidade, laica, gratuita e presencial", explanou.

Juliana também apresentou dados . De maio até junho de 2011, o site da Campanha teve 11 mil acessos. Os perfis criados nas redes sociais Facebook e Twitter também tiveram grande repercussão, resultando em um total de 700 e-mails recebidos pelo CFESS, com críticas, elogios, sugestões e comentários. Juliana Melim mostrou ainda o novo link no site "Educação não é fast-food", em que os/as internautas podem enviar mensagens ao Ministério da Educação (MEC), manifestando o apoio à educação pública, gratuita e presencial.

Na mesma mesa, a Coordenadora Nacional de Graduação da ABEPSS, Maria Helena Elpídio, afirmou que a campanha chega em um momento crucial, de barbárie capitalista e de precarização do trabalho e da formação profissional. "Quando fazemos a crítica ao EaD, estamos fazendo a defesa de nosso projeto ético-político e de sua materialização. Estamos em um processo de dilapidação de todo e qualquer direito no Brasil.  Por isso, reforçar a dimensão da orientação política é estratégico para socializar subsídios a fim de que a campanha ganhe a materialidade que é necessária", completou.

Segundo Maria Helena, "nossa fala é no sentido de chamar todo o Conjunto, com os regionais da ABEPSS e com a categoria, para essa campanha, bem como construir novas estratégias de enfrentamento e de debate sobre a precarização do ensino de graduação em nosso país". Segundo ela, a articulação entre as entidades é essencial para o fortalecimento da luta.

Última a falar, a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa Pinto, expressou a satisfação em participar do seminário. "Falo de uma base que congrega docentes de instituições privadas, públicas, independentemente de sua formação profissional. Falo como assistente social, professora e militante de uma categoria que escolheu por lutar em defesa de uma nova formação profissional, que se vincula a uma nova concepção de sociedade", definiu.

A professora apontou que compreender o lugar do Brasil na nova divisão internacional do trabalho coloca a exigência de um novo profissional, com uma formação de qualidade, de modo a inserir o país na engrenagem do desenvolvimento mundial. "E isso exige que lutemos por uma formação de qualidade, presencial, conforme os princípios de nosso projeto ético-político profissional. A nossa profissão exige uma formação ética, política, de debate, dimensões que não estão sendo oferecidas pelo EaD", disse.

Marina Barbosa finalizou sua palestra, apresentando alternativas de ação para o fortalecimento da luta desencadeada pela Campanha das entidades representativas do Serviço Social. "Para isso, devemos entrar no ensino médio, que é para quem esse tipo de ensino está sendo ofertado. Podemos ainda procurar outras entidades da educação e movimentos sociais, que podem ter em seu interior sensibilidade a essa questão. Precisamos ir pra rua com essa campanha. Quero sinalizar que a campanha expressa a vitalidade e a opção política que a categoria carregou ao longo dos últimos 30 anos. Capacidade coletiva de lutar e dar passos mais fortes nessa luta", assinalou.

Marina Barbosa, assistente social e presidente do ANDES: " A nossa profissão exige uma formação ética, política, de debate, dimensões que não estão sendo oferecidas pelo EaD" (Foto: Rafael Werkema)

Campanha ganha novos aliados

Durante o debate, os CRESS e representantes de outras categorias profissionais fizeram questão de manifestar apoio à campanha.

Para Inga Mendes, vice-presidente do Conselho Federal de Biologia (CFBio), a campanha é importante porque torna pública a defesa da educação com qualidade. "A Biologia também tem enfrentado problemas relacionados à graduação à distância", afirmou.

A professora de educação física e representante do ANDES, Astrid Avila, também elogiou a iniciativa das entidades CFESS-CRESS, ABEPSS e ENESSO. "É uma campanha imagética, provocativa, que mostra as consequências nefastas da mercantilização da educação. Por isso, está na hora de ela ir para fora, pois o problema que ela trata não é exclusivo do Serviço Social, mas de outras categorias, inclusive a Educação Física. Estamos falando da política de educação do país", ressaltou.

Vice-presidente do CFBio, Inga Mendes, manifesta apoio dos biólogos à Campanha (Foto: Diogo Adjuto)


Envie seu recado para o MEC

Depois de a campanha "Educação não é Fast-food" escancarar os problemas da graduação à distância e sua incompatibilidade com o Serviço Social, ela agora parte para uma nova etapa, que é a de denunciar ao MEC as inúmeras irregularidades do EaD e, principalmente, cobrar do Estado educação pública, presencial, laica e de qualidade. "Provocamos o debate e diversos setores começam a se manifestar. Estamos abertos ao diálogo, mas mantendo nosso posicionamento crítico frente à política de educação do país, mercantilizada e discriminatória. Defendemos o acesso à universidade para todos/as, mas queremos que este acesso seja presencial, público e de qualidade", afirmou Sâmya.

Hotsite da campanha agora cria canal direto com o MEC

Ainda não enviou seu recado ao MEC? Entre no hotsite da campanha e manifeste seu apoio à luta pela educação presencial, pública, gratuita, laica e de qualidade

Leia o CFESS Manifesta especial "Educação não é fast-food"

Relembre: Conjunto CFESS-CRESS, ABEPSS e ENESSO lança campanha "Educação não é fast-food"


Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
Comissão de Comunicação

Diogo Adjuto - JP/DF 7823
Rafael Werkema - JP/MG 11732
Assessoria de Comunicaçãocomunicacao@cfess.org.br

Concurso Prefeitura de Iracemápolis, São Paulo


Com 36 vagas de diversas áreas e remuneração de até R$ 3.113,38 inicial, a Prefeitura de Iracemápolis, São Paulo, abrirá inscrições na próxima segunda-feira, 27 de junho, para o Concurso Público com a finalidade de contratar profissionais de todos os níveis de escolaridade. Abaixo está a relação de cargos disponíveis e respectiva escolaridade exigida.
Nível Fundamental: Auxiliar de Serviços Gerais, Merendeira, Pedreiro, Servente, Auxiliar de Saúde Bucal, Agente Comunitário de Saúde, Encanador, Motorista, Operador de Máquinas Pesadas, Guarda Municipal e Oficial I.
Nível Médio: Auxiliar de Enfermagem, Auxiliar de Veterinário e Fical de Tributação.
Licenciatura e Pedagogia: Auxiliar de Desenvolvimento Infantil, Professor de Ensino Fundamental e Professor Infantil.
Ensino Superior Específico: Assistente Social, Bibliotecário, Contador, Coordenador Pedagógico, Dentista, Diretor de Escola, Enfermeiro, Farmacêutico, Médico Ginecologista, Médico Geriatra, Médico Pediatra, Médico Plantonista, Nutricionista, Procurador Jurídico, Professor de Libras, Professor de Educação Física, Psicólogo Infantil e Psicopedagogo.
Os interessados podem se inscrever até o dia 10 de julho. As taxas são de R$ 15,00 para quem almeja cargos de nível Fundamental Incompleto, R$ 20,00 para Fundamental Completo, R$ 30,00 para Ensino Médio e de R$ 50,00 para nível Superior.
As avaliações estão previstas para o dia 7 de agosto. Para todos os cargos haverá Prova Objetiva, para Operador de Máquinas Pesadas e Motorista haverá prova Prática e o cargo de Guarda Municipal exige, além da prova objetiva, avaliação Física e Psicológica.
O prazo de validade deste Concurso é de dois anos, contados da homologação final dos resultados, mas pode ser prorrogado por igual período pos critério da Administração.

Concurso Prefeitura de Penápolis - SP


A partir da próxima segunda, dia 27, estarão abertas as inscrições para o Concurso Público de Provas e Títulos da Prefeitura de Penápolis - SP.
São 93 vagas (5% para deficientes) em vários cargos e com salários que correspondentes a mais de R$ 1.931,00. As inscrições poderão ser feitas pela internet no site da Consesp www.consesp.com.br ou, para o candidato que não têm acesso próprio à rede, poderá efetuá-la no Paço Municipal, situado na Avenida Marginal Maria Chica, 1400, Centro, no horário das 8h às 16h, até o dia 22 de julho.
Será permitido concorrer para mais de um cargo. Os valores das taxas variam entre R$ 22,00 e R$ 42,90.
O Concurso terá para todos Prova Objetiva no dia 21 de agosto. Além deste, os candidatos a Agente de Saneamento, Assistente de Administração I, Auxiliar de Serviços Gerais (feminino e masculino), Coveiro, Eletricista, Eletricista de Autos, Mecânico, Merendeira, Motorista, Operador de Máquinas, Pedreiro, Pintor, Técnico em Edificações e Tratorista vão passar por Prova Prática.
Já para Educadora Infantil II, Professor II, Professor II de Educação Especial Inclusiva, Professor de Arte, Professor de Educação Física - Secretaria de Esportes e Professor de Educação Física - Secretaria de Educação os Títulos serão avaliados.
Vagas
  • Nível Alfabetizado: Coveiro.
  • Nível Fundamental Incompleto: Eletricista, Eletricista de Autos, Mecânico, Merendeira, Pedreiro, Pintor e Vigia.
  • Nível Fundamental Completo: Agente de Saneamento, Auxiliar de Serviços Gerais (Feminino e Masculino), Auxiliar Odontológico, Contínuo, Motorista, Operador de Máquinas e Tratorista.
  • Nível Médio: Assistente de Administração I, Inspetor de Alunos, Fiscal de Obras e Posturas, Técnico em Edificações, Técnico em Enfermagem e Técnico em Informática.
  • Licenciatura plena em Pedagogia com habilitação específica ou normal superior ou nível médio com habilitação no magistério: Educadora Infantil II.
  • Nível Superior: Analista de Sistema, Assistente Social, Auditor Tributário, Cirurgião Dentista (Cirurgião, Clínico Geral, Endodontista e Periodontista), Enfermeiro, Engenheiro Civil, Farmacêutico Bioquímico, Médico Plantonista (Clínico Geral, Ginecologista e Pediatra), Professor e Psicólogo.

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