Bienal de SP abre neste sábado com promessa de nova polêmica

SÃO PAULO - Depois da decisão judicial que determinou que a obra do argentino Roberto Jacoby fosse coberta, neste sábado (25/09), o pavilhão do Ibirapuera abre suas portas para o público visitar a Bienal das Artes de São Paulo. A instalação "El Alma Nunca Piensa Sin Imagen", de Jacoby, que reproduzia uma campanha política com assistentes do artista apoiando a candidata Dilma Rousseff (PT), não estará acessível aos visitantes. Os convidados argentinos do artista, que realizariam atividades pré-agendadas, divulgaram que continuarão com a programação normal em e-mail enviado para a imprensa:
http://www.mitterrand-cramer.com/Artists/Hofer/images/Hofer_FundacaoBienalSaoPauloXXVII_72dpi_14cm.jpg"Comunicamos que, apesar da censura, continuamos com nossas atividades planejadas para o mesmo espaço. O mural com imagens de Dilma e Serra foi coberto e levaram os vídeos e papéis impressos que continham os nomes dos candidatos e menções ao PT. Mas convidamos a todos para participar das oficinas, palestras e jornadas de trabalho que estaremos promovendo no local, com entrada gratuita"
Outra obra polêmica é a coleção "Inimigos", uma série de auto-retratos em preto e branco do artista brasileiro Gil Vicente, nos quais o artista assassina diferentes personalidades nacionais e mundiais. Entre eles estão Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e outros líderes e políticos nacionais e mundiais, entre eles o papa Bento 16.

Veja imagens da Bienal:



O escritório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo pediu para que a obra fosse retirada da Bienal, por considerar que "não era o momento apropriado" para exibi-la, mas a exposição foi mantida pela organização do evento.
No sábado, às 14h, Alejandro Ros coordena a Oficina de Desenho Gráfico Entrepierna e há também a Oficina Sala preta, para crianças. Daniel Joglar faz show de magia às 15h e, às 16h, Ana Longoni, André Mesquita, Cristina Ribas e Gavin Adams ministram a palestra "O que faz um espaço de campanha eleitoral em uma Bienal de arte contemporânea". Domingo, o Teatro de Títeres apresenta a peça "El propietario", de Tomás Espina.
À parte da questão argentina, peças de teatro, dança, performances e muitas outras obras poderão ser vistas até 12 de dezembro nesta 29ª edição do evento. A partir das 10h, qualquer um pode entrar no pavilhão Ibirapuera para curtir a programação da Bienal. As três primeiras performances acontecem simultaneamente, às 11h: "Divisor", recriação de uma performance de Lygia Pape, na Marquise; "Fogueira de gelo", de Paulo Bruscky, em frente à entrada da exposição; o Balé da Cidade de São Paulo e Quarteto de Cordas apresenta uma versão da obra recente "Crônicas do Tempo", montada concebida para o Terreiro de Performances.
Ainda no sábado, filmes como "Surname Viet", "Rouch in Reverse" e "Margem" serão exibidos a partir das 15h. Haverá performance também de Sue Tompkins, às 18h, e bate papo com o artista mexicano Antonio Macotela, ás 14h, e com o pioneiro da arte conceitual Joseph Kosut, ás 16h.
No domingo, a programação começa às 13h, com o debate entre Jean Plantu e Chico Caruso sobre "Cartoons Políticos - Humor e Política". Às 15h, haverá exibição de filmes ("Thinking in Loop", "Une visite au Louvre" e "Out of the Present") e a esperada participação do Teatro Oficina (de José Celso Martinez) apresentando de "Bailado do Deus Morto", peça de Flávio de Carvalho, de 1933. Às 17h30, o português Pedro Barateiro faz uma leitura performática desenvolvida para a Bienal.
Em "Bailado do Deus Morto", cinquenta artistas dirigidos por José Celso Martinez Corrêa vão interagir com as obras e com o público da Bienal, numa performance intitulada "Experiência Flávio de Carvalho nº 6". Trata-se de uma versão do texto de Flávio de Carvalho, e contará com atores do Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, dançarinos do Bando Cavallaria (dirigido por Lu Brites) e aprendizes oriundos das oficinas do Movimento Bixigão, promovidas pelo Teatro Oficina.

Serviço
29º Bienal de São Paulo
Endereço: Parque do Ibirapuera - Av. Pedro Álvares Cabral
Horários: De segunda a quarta-feira e aos fins semana, das 9h às 19h. Às quintas e sextas, o horário é das 9h às 22h. Até 12/12
Telefone: (11) 5576-7600 begin_of_the_skype_highlighting              (11) 5576-7600      end_of_the_skype_highlighting
Mais informações no site oficial: http://www.fbsp.org.br
A entrada é gratuita.

http://br.noticias.yahoo.com/s/24092010/83/bienal-sp-abre-neste-sabado-promessa.html

Mídia duela em debate sobre democracia e liberdade

Revistas semanais brasileiras desta semana abordam o momento político do País de forma opostas. Foto: Arte/Terra
Revistas semanais brasileiras abordam o momento político do País de forma opostas
Foto: Arte/Terra

Gilberto Nascimento
Priscila Tieppo
A oito dias do primeiro turno das eleições, revistas semanais brasileiras já nas bancas abordam o momento político do País de forma diametralmente opostas. O tema central de Veja e de Carta Capital é a discussão sobre a liberdade de imprensa. Mais do que isso, é a visão que cada uma tem do processo político e do conceito de democracia. Carta Capital comenta atos de nítida inspiração "conservadora" organizados e em "marcha" contra o atual governo. Veja sustenta que a liberdade e a "imprensa livre" no País estariam sob ameaça. Na quarta-feira (22), o presidente Lula disse, em entrevista exclusiva ao Terra, que a comunicação no País "é dominada por nove ou dez famílias" e que a imprensa "tem candidato", embora não diga às claras quem é ele; o candidato. Em editorial, na edição deste sábado (20), o jornal O Estado de S.Paulo trata do tema. As revistas Época e IstoÉ também.
Carta Capital lembra a Marcha com Deus pela Família e pela Liberdade e outras manifestações públicas organizadas por setores "conservadores" da sociedade, entre 1963 e 1964, que resultaram na derrubada do poder do então presidente João Goulart. Com o título de capa "Eles ainda sonham com a marcha", Carta Capital diz que, "em desespero" diante da possível vitória da candidata petista à presidência Dilma Rousseff, a oposição "tenta evocar fantasmas do passado, alimentada pela mídia".
A revista traça um paralelo entre a Marcha com Deus pela Família e um ato "contra o autoritarismo", realizado na quarta-feira (22), saudado por uma parcela da mídia como reação indignada da "sociedade civil". No ato, que contou com a participação de militantes do PSDB e ex-ministros do governo FHC, como José Gregori e José Carlos Dias, foram feitas duras críticas ao presidente Lula e ao seu governo.
Outra reportagem da revista, assinada pelo jornalista Mino Carta, diretor de redação, fala da exigência feita pela vice-procuradora da Justiça Eleitoral, Sandra Cureau, para que Carta Capital entregasse, no prazo de cinco dias, documentação completa sobre o relacionamento publicitário da revista com o governo federal. A procuradora dizia ter recebido uma denúncia anônima. A revista chama Sandra Cureau de "a censora" e também vê sua atitude como "uma tentativa de assalto à liberdade de imprensa".
Além disso, a publicação traz como contraponto uma relação de contratos do governo de São Paulo, administrado pelo PSDB, com grandes grupos de comunicação do País, como a Editora Abril, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo.
Com a Editora Abril, relata Carta Capital, o governo tem compras de assinaturas das revistas Nova Escola, Veja, Guia do Estudante e Recreio. A da Nova Escola, por exemplo, é a aquisição de 220 mil, assinaturas para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino, no valor de R$ 3.740.000,00. Já a Veja soma 5.449 assinaturas no valor de R$ 1,16 milhão.
Além da editora, os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo e Editora Globo também mantém contratos com o governo, de acordo com a publicação, informa Carta Capital. Nas negociações, a Folha vendeu 5.200 assinaturas anuais para escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo com valor de R$ 2,5 milhões. O Estado de S. Paulo também vendeu 5.200 assinaturas do jornal destinadas às escolas estaduais no valor de R$ 2,5 milhões. Já a Editora Globo tem um contrato de 5.200 assinaturas para as escolas da revista Época de R$ 1,2 milhão.
Veja
A Veja, em sua principal reportagem, trata do que entende serem riscos à democracia no País. Sua capa traz o título: "A liberdade sob ataque" e diz, no subtítulo, que "a revelação de evidências irrefutáveis de corrupção no Palácio do Planalto renova no presidente Lula e no seu partido o ódio à imprensa livre".
Ainda na capa, a Veja cita a Constituição brasileira que prevê a liberdade do pensamento, expressão e da informação e no texto intitulado "A imprensa ideal dos petistas" diz que o governo Lula e o PT "sacam do autoritarismo e atiram na imprensa, que acusam de ser golpista e inventar histórias", por não quererem "jornalismo nenhum".
Em outro texto, a revista repercute as denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, a partir de um depoimento do ex-diretor dos Correios Marco Antônio de Oliveira. Apontado como "lobista", Oliveira diz que "a Casa Civil virou uma roubalheira(...). Esta "roubalheira", afirma Oliveira, "levou minha família à ruína". A publicação faz críticas às denúncias de lobby e aponta a relação entre um sobrinho de Marco Antônio, Vinicius Castro, ex-assessor da Casa Civil, com a família de Erenice Guerra.
IstoÉ
A revista IstoÉ aborda em sua capa "O avanço da onda vermelha". Mostra a base política que o governo deve conquistar no Congresso com a possível vitória de Dilma. O eventual governo Dilma tende a garantir "uma quase inédita maioria governista no Congresso".
A revista utiliza os dados das últimas pesquisas para mostrar que a candidata petista está à frente de José Serra, candidato do PSDB à presidência, em locais que Lula foi vencido pela oposição em 2006.
Em outra reportagem, IstoÉ denuncia, a partir de documentos em poder da Procuradoria-Geral da República, um suposto envolvimento de Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações e candidato ao governo de Minas Gerais pelo PMDB, em desvio de R$ 169 milhões da Telebrás. Costa, de acordo com a revista, é investigado porque teria participado de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a estatal.
Época
Já a capa da revista Época traz o humorista Tiririca, candidato a deputado federal em São Paulo pelo PR. A reportagem traz indícios de que ele seja analfabeto e que, se vencer, poderá ser o deputado mais votado do País.
Na Época, a reportagem intitulada "O novo ataque de Lula à mídia" fala das últimas declarações do presidente sobre o assunto e ressalta algo que, em meio ao tiroteio, passa despercebido. Não é Época que faz a seguinte pergunta:
- A três meses do fim do seu mandato e há quase 8 anos na presidência da República, qual teria sido a ação de Lula contra algum órgão de comunicação?
Mas, é a revista Época que observa: "Apesar de todas as manobras e discursos contra a imprensa, até o momento não houve por parte do governo nenhuma medida concreta de censura ou cerceamento à liberdade de expressão."

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4698632-EI15311,00-Midia+duela+e+debate+democracia+e+liberdade.html

Setores conservadores querem minar evento que discute aborto em Universidade

CFESS divulga nota em defesa do debate democrático 

Imagem do mês de setembro da Agenda de 2009 do CFESS levanta a temática (Foto: Karen Lúcia/Intervenção de Rafael Werkema)

No âmbito de uma universidade, “liberdade de expressão”, “democracia”, “reflexão” e “debate público” devem ser palavras de ordem da instituição de ensino superior. Mas não é bem dessa forma que alguns setores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) estão querendo tratar o tema “aborto”.

No dia 21 de setembro, o grupo de mulheres “Pão e Rosas” divulgou nota criticando a postura de setores conservadores da Igreja Católica, que tentam minar o debate “A criminalização do aborto em questão” dentro da Universidade, organizado pela Associação de Professores da PUC (Apropuc) em função do lançamento do livro de mesmo nome, de autoria do assistente social Maurílio Castro de Matos. O evento ocorrerá em 27 de setembro, antecedendo o Dia Latino-Americano e Caribenho pela Legalização do Aborto (28/9).

“Mais uma vez, os setores reacionários da Igreja Católica tentam minar esse debate apelando ao Cardeal Dom Odílo Scherer, arcebispo de São Paulo e grão-chanceler (ou chefe) da PUC, com um abaixo assinado pedindo para que o padre use seu ‘poder’ para barrar esse tipo de atitude que vai contra a ‘moral cristã’”, revela nota.

Ainda segundo o grupo Pão e Rosas, a atitude de tentar proibir o debate é uma afronta à liberdade de expressão e às liberdades democráticas conquistadas dentro da PUC-SP pela comunidade acadêmica. “Vemos, no cotidiano da Universidade, os padres e o reitor abandonarem todo discurso democrático quando se trata de perseguir e reprimir as mulheres e os setores mais oprimidos da sociedade, que se organizam para discutir e lutar pelas suas demandas mais urgentes”, completa nota.

A polêmica acontece exatamente no mês em que assistentes sociais, representando os/as profissionais de todas as regiões do Brasil, deliberaram coletivamente, no eixo Ética e Direitos Humanos do 39º Encontro Nacional do Conjunto CFESS-CRESS, pelo apoio ao movimento feminista em defesa da descriminalização e da legalização do aborto.

Por esse motivo, o Conselho Federal de Serviço Social vem a público manifestar apoio ao lançamento do livro e à instauração do debate democrático sobre o tema na PUC-SP. “Explicitamos também nosso repúdio aos ataques de fundamentalistas religiosos aos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres”, afirma a conselheira coordenadora da comissão de Ética e Direitos Humanos, Silvana Mara.

Em nota, o CFESS afirma que “o debate e lançamento do livro em questão é uma oportunidade excelente para que docentes e discentes da PUC-SP discutam o tema com a profundidade e sensibilidade que a questão demanda”.

Leia na íntegra a nota pública do CFESS


Capa do livro que gerou polêmica na PUC-SP

E MAIS

Conjunto CFESS-CRESS delibera pela defesa da legalização do aborto


Conheça o núcleo Pão e Rosas

CFESS Manifesta pela descriminalização e legalização do aborto (setembro de 2009)


Conselho Federal de Serviço Social - CFESS

Gestão Atitude Crítica para Avançar na Luta – 2008/2011
Comissão de Comunicação

Rafael Werkema - JP/MG - 11732
Assessoria de Comunicação
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"Sobre a Incompatibilidade entre Graduação à Distância e Serviço Social"

Conjunto CFESS/CRESS, ABEPSS e ENESSO lançam o documento


Após a realização do 37º Encontro Nacional CFESS-CRESS, em 2008, foi definido que seria formado um grupo de trabalho nacional, envolvendo, além do Conjunto, a ABEPSS e a ENESSO. O grupo teria como função elaborar e monitorar a implementação do Plano de Lutas em Defesa do Trabalho e da Formação e Contra a Precarização do Ensino Superior. A partir de abril de 2009, quando o Plano foi finalizado, teve início a estratégia de recolhimento de informações sobre a precarização do ensino superior, em especial sobre a educação à distância, em relação à graduação em Serviço Social.

Nesse sentido, o Conjunto CFESS/CRESS lança, em parceria com as entidades nacionais da categoria, os resultados desse trabalho, reunindo dados e análises no documento "Sobre a Incompatibilidade entre Graduação à Distância e Serviço Social". Segundo a presidente do CFESS,  Ivanete Boschetti, a importância do documento se traduz no fato de que ele retrata a situação nacional de oferta precarizada de cursos de graduação à distância por instituições de EaD, com total desrespeito à legislação em vigor: Lei 8662/1993 (Lei de Regulamentação da Profissão de Assistente Social), Lei 11788/2008 (Lei de Estágio), Resolução CFESS 533/2008 (Regulamenta a Supervisão Direta de Estágio) e Diretrizes Curriculares da ABEPSS. "O documento é um alerta aos alunos que buscam esses cursos, e demonstra que eles não encontrarão uma formação com qualidade que os prepare para enfrentar o mercado de trabalho", ressalta ela. O documento também foi encaminhado ao Ministério da Educação e ao Ministério Público pedindo providências. "Queremos que o Brasil tenha assistentes sociais com formação com qualidade para que possam atuar competentemente e prestar serviços com qualidade aos usuários. Esse é o nosso compromisso ético político", afirma Ivanete.
 
O GT Trabalho e Formação Profissional consolidou informações de estudos elaborados em um esforço conjunto dos CRESS com as Diretorias Regionais da ABEPSS, especialmente no âmbito da graduação à distância. Conforme o próprio documento relata, "os dados sistematizados expõem, para a sociedade brasileira, para os gestores públicos e autoridades do judiciário, e para a categoria dos(as) assistentes sociais, a incompatibilidade entre esta modalidade de oferta de cursos de nível superior e a formação profissional em Serviço Social com qualidade".

Ainda de acordo com o documento, desde a formulação do plano de lutas, alguns resultados vêm sendo alcançados. A vitória de maior envergadura foi o descredenciamento da UNITINS e a recente abertura de um curso presencial público naquela instituição. Houve fechamento de campos de estágio em Goiás, fechamento de pólos no Espírito Santo, audiências públicas, a derrota da ação judicial da UNOPAR no Paraná contra a Resolução CFESS 533/2008 , bem como a emissão de termo de saneamento e revisão de material didático desta instituição.

Portanto, em vista de tudo o que foi apresentado pelos CRESS, nas reuniões e pesquisas do Grupo de Trabalho, o Conjunto CFESS-CRESS, em parceria com a ABEPSS e a ENESSO, tem argumentos concretos para sustentar o posicionamento contrário e lutar pelo fim da oferta da graduação à distância em Serviço Social no Brasil. Conforme dito no Documento lançado, "trata-se da firme defesa da densidade teórico-prática que deve orientar a formação do profissional de qualidade que o país requer".

Veja aqui o documento "Sobre a Incompatibilidade entre Graduação à Distância e Serviço Social"


Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
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CFESS É ELEITO PARA O COLEGIADO DO CNDI - GESTÃO 2010/2012

Luta pelos direitos da pessoa idosa é uma das frentes de atuação do Conselho Federal 

Na última sexta-feira, 17 de setembro, o CFESS foi uma das 14 entidades da sociedade civil eleitas para compor a nova gestão do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), órgão integrante da estrutura regimental da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).

Como representantes para a nova gestão, o colegiado do CFESS indicou os conselheiros Edval Bernardino Campos (como titular) e Maria Bernadette de Moraes Medeiros (para a suplência). A posse dos/as novos/as integrantes está prevista para o dia 28 de outubro, bem como a eleição para o cargo de presidente, que deverá ser escolhido entre os membros da sociedade civil, e do vice-presidente, entre os representantes governamentais.

É importante salientar que o CFESS foi eleito com 10 dos 15 votos válidos, o que demonstra o reconhecimento de seu trabalho junto ao colegiado nas gestões anteriores. Segundo a atual suplente do CNDI e conselheira do CFESS Neile d'Oran Pinheiro, a participação do Conselho Federal de Serviço Social no CNDI, por meio de seus representantes, vem reafirmar o compromisso de contribuir na construção de diretrizes e estratégias de ação em defesa dos direitos da pessoa idosa, em consonância com os princípios éticos da profissão. "Fazem parte das nossas lutas a defesa intransigente dos direitos humanos, o empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, a não discriminação por questões de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual, idade e condição física e o compromisso com a qualidade dos serviços prestados aos usuários das políticas públicas, estabelecidos no Código de Ética Profissional do/a Assistente Social", reforça a conselheira.

Desde 2002, quando o CNDI iniciou suas atividades, o CFESS vem participando de suas gestões como membro titular. A exceção é o colegiado 2008/2010, em que, atendendo ao convite do Conselho Federal de Psicologia (CFP) – que ocupa a titularidade nesse período – o CFESS indicou a conselheira Neile d'Oran Pinheiro para ocupar a suplência do Conselho do Idoso, compondo com este uma parceria inédita junto ao órgão de controle social das políticas públicas voltadas para a pessoa idosa.

Confira, a seguir, a listagem completa das entidades da sociedade civil eleitas para a nova gestão do CNDI, no biênio 2010/2012, e sua vinculação aos seguintes segmentos:

Organizações de Trabalhadores: CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura;

Organizações de Aposentados: COBAP - Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas;

Organizações da Comunidade Científica: - ANG - Associação Nacional de Gerontologia do Brasil
                       - SBGG – Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Organizações de Defesa de Direitos: - ANADEP – Associação Nacional dos Defensores Públicos;
                      - AMPID – Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência;
                      - OAB – Ordem dos Advogados do Brasil;

Organizações de Empregadores: CNC - Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo;

Órgãos Fiscalizadores do Exercício Profissional: Conselho Federal de Serviço Social;
                     
Organizações de Educação/Lazer/Cultura/Esporte/Turismo: CIAPE – Centro Interdisciplinar de Assistência e Pesquisa em Envelhecimento;
                       - SESC – Serviço Social do Comércio;
Organizações de Assistência Social – ABRAZ - Associação Brasileira de Alzheimer;
                       - MORHAN – Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase;
                       - Pastoral da Pessoa Idosa.


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