Concurso Prefeitura Municipal de Piumhi - MG

70 vagas de nível fundamental a superior na Prefeitura de Piumhi - MG
A partir do dia 5 de setembro, a Prefeitura Municipal de Piumhi - MG vai receber inscrições para realização de Concurso Público. A empresa responsável por sua execução é o Instituto Mais de Gestão de Projetos.
Serão abertas 70 vagas, mais formação de cadastro reserva em diversos cargos. Destas, 5% ficarão reservadas para portadores de deficiência. Os salários variam de R$ 577,00 a R$ 3.397,00.
As inscrições ficarão abertas até o dia 16 de setembro, de forma presencial, na Casa da Cultura de Piumhi, situada à Praça Dr. Avelino, 193 - Centro, das 12h às 17h, exceto sábados, domingos e feriados, ou via internet, em mesmo período, no site www.imais.org.br/concurso.
O candidato poderá se inscrever para até dois cargos, contanto que não seja do mesmo nível de ensino. A taxa varia de R$ 30,00 a R$ 70,00.
As etapas de seleção constarão de Prova Objetiva para todos os cargos, e Prática, apenas para Motorista e Operador de Máquinas. Estas serão realizadas em data provável de 22 e/ou 23 de outubro.
A validade do Concurso será de dois anos, a contar da data de homologação do mesmo e poderá ser prorrogado, uma vez, por igual período.
Vagas
  • Nível fundamental: Agente Administrativo Geral, Agente de Serviços Gerais, Auxiliar Administrativo Geral, Auxiliar de Almoxarifado, Auxiliar de Matadouro, Auxiliar de Saúde, Auxiliar de Serviços Gerais, Auxiliar de Transporte, Auxiliar em Informática, Bombeiro Hidráulico, Contínuo Servente, Eletricista, Fiscal, Gari, Jardineiro, Lanterneiro, Marceneiro, Mecânico, Mecânico Eletricista de Autos, Motorista, Operador de Máquinas, Pedreiro, Pintor de Autos, Pintor em Construção Civil, Telefonista e Vigilante.
  • Nível médio: Auxiliar de Enfermagem, Auxiliar de Secretaria de Escolar, Coordenador de Telecentro, Monitor, Monitor de Telecentro, Professor, Protético, Secretário Escolar, Técnico em Contabilidade, Técnico em Informática, Técnico em Psicopedagogia e Técnico em Radiologia.
  • Nível superior: Assessor Administrativo, Assessor de Imprensa, Assistente Social, Bioquímico, Enfermeiro, Engenheiro Civil, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico, Médico Psiquiatra, Nutricionista, Odontólogo (Cirurgião Bucomaxilofacial, Clínico Geral, Endodontista, Pediatra, Periodontista e Protesista), Professor de Educação Física, Psicólogo e Supervisor Escolar.

CFESS integra movimento pela legalização do aborto

Atividades marcaram adesão da entidade à Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto
Audiência pública reuniu centenas de mulheres para discutir o aborto como questão de saúde pública (foto: Rafael Werkema)

É de conhecimento da categoria que desde o 39º Encontro Nacional CFESS-CRESS, realizado em 2010, em Florianópolis (SC), foi deliberado coletivamente por assistentes sociais, representando todas as regiões do país, o apoio do Conjunto ao movimento feminista em defesa da legalização do aborto. A decisão histórica foi resultado de inúmeros debates que ocorreram sobre o tema ao longo dos últimos anos no Serviço Social.

Por este motivo, nos dias 17 e 18 de agosto, o CFESS participou de uma série de atividades em Brasília (DF) que tiveram como pauta o abortamento no Brasil. A presença do Conselho Federal marcou também, oficialmente, a adesão da entidade à Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto.

"Muitos/as assistentes sociais trabalham diretamente com as mulheres que sofrem abortamento inseguro. E se defendemos a legalização e lutamos contra a criminalização dessas mulheres, é porque consideramos que a maternidade deve ser uma decisão livre e desejada, e não uma obrigação. Cabe ao Estado efetivar uma política reprodutiva séria, impedindo a morte e evitando que milhares de mulheres de baixa renda, predominantemente negras, permaneçam com a saúde ameaçada por práticas inseguras", afirmou a coordenadora da Comissão de Ética e Direitos Humanos do CFESS, Marylucia Mesquita. Ela e Maurílio Matos representaram o CFESS na Marcha das Margaridas, nas atividades realizadas pela Frente no Congresso Nacional e na audiência pública que discutiu o tema na semana passada.

Alguns cartazes contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto (foto: Rafael Werkema)

A ameaça do conservadorismo
A audiência pública realizada no Senado Federal, no dia 18/8, a pedido da vice-presidente Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher, vinculada à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa da Casa, Lídice da Mata (PSB-BA), reuniu centenas de mulheres e de representantes de diversos movimentos feministas. E a preocupação foi a mesma em quase todas as falas: o conservadorismo e o fundamentalismo religioso ainda têm grande influência dentro do Congresso Nacional.

"Existem projetos de lei (PL) tramitando na Câmara dos Deputados que violam os direitos humanos das mulheres. Tem PL que propõe transformar o aborto em crime hediondo, outro para ser considerado crime de tortura. Ou seja: os/as deputados/as estão igualando nós, mulheres, a estupradores e torturadores", criticou Silvia Camurça, da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB). Ela chamou a atenção também para outros projetos, como o que proíbe o aborto mesmo em casos de estupro, risco para a mãe (sendo que, atualmente, a legislação brasileira permite o aborto nesses casos) e anencefalia, e o PL que oferece benefício financeiro para vítimas de estupro que decidam levar a gravidez adiante (denominado pelo movimento feminista de "bolsa estupro").

A representante da Jornada pelo Aborto Legal, Paula Viana, denunciou a forma de tratamento dos hospitais às mulheres que sofrem abortamento. "Se não bastasse o sofrimento causado pelo aborto, ao chegarem aos hospitais, as mulheres são discriminadas, quando não algemadas em macas", denunciou.

Outro ponto abordado na audiência foi o fato de que a eleição presidencial de 2010, sem dúvida, colocou a questão do aborto na pauta de discussão da sociedade. O problema foi a forma como o tema foi colocado, prejudicando o debate, já que o mesmo aconteceu sem a reflexão crítica e consciente sobre os direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres, como afirmou a senadora Lídice da Mata. "Nenhum homem candidato havia enfrentando esse debate anteriormente", disse.

Sônia Coelho, da Marcha Mundial das Mulheres, completou: "queremos fazer o debate do aborto a partir da realidade que as mulheres vivem, e não a partir dos valores e concepções de alguns setores da sociedade".

Mas nem no Congresso Nacional, que é a casa do povo, o debate aconteceu sem a interferência de setores conservadores. Durante o intervalo, assessores parlamentares de deputados e senadores contrários à descriminalização e legalização do aborto fotografaram os cartazes e faixas do movimento feminista. E segundo representantes do movimento, tais fotos costumam ser usadas, posteriormente, em propagandas contrárias ao direito ao abortamento. "É um desrespeito, pois estamos aqui para o debate e a ala conservadora responde dessa maneira. Estamos sendo vigiadas, proibidas de decidir sobre nosso próprio corpo", afirmou Marylucia Mesquita.  "Quando falamos em Estado laico, presente na Constituição Brasileira, não significa cercear a liberdade religiosa. Significa que instituições religiosas não podem impor valores, desrespeitar direitos e interferir no debate", completou Maurílio Matos.

Após a audiência, os diversos movimentos de mulheres mantiveram-se no plenário para discutir estratégias para a plataforma contra a criminalização da mulher e pela legalização do aborto.

Maurílio Matos e Marylucia Mesquita participaram de diversas atividades, inclusive da audiência pública (foto: Rafael Werkema) 

Alguns dados sobre a questão
Na audiência, foi apresentado o estudo "Advocacy para o acesso ao aborto legal e seguro", que analisou os efeitos do aborto clandestino em Pernambuco, Bahia, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Coordenada pelo Ipas Brasil e Grupo Curumin, a pesquisa demonstrou que os maiores impactos – com mortes e sequelas para a saúde – acontecem entre mulheres pobres, negras ou indígenas, jovens e de baixa escolaridade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que complicações decorrentes do aborto matem 6 mil mulheres todos os anos na América Latina.

Segundo dados do IPAS (2008), estima-se que a cada ano, mulheres, ricas e pobres realizam cerca de um milhão de abortamentos inseguros. Para aquelas que têm recursos, o aborto está disponível em clínicas particulares com métodos tecnologicamente avançados, com acompanhamento posterior do/a ginecologista. Para mulheres pobres, o aborto representa um grave perigo, uma vez que é praticado em clínicas clandestinas, em condições extremamente precárias. Ainda segundo dados do IPAS, as mulheres negras estão submetidas a um risco de mortalidade em consequência de abortamento três vezes maior que as mulheres brancas.

A agenda feminista
Desde a deliberação do 39º Encontro Nacional, o Conjunto CFESS-CRESS juntou-se à luta do movimento feminista, que aponta algumas diretrizes direções como:

  • Alterar a legislação punitiva do aborto (Código Penal de 1940) para que o aborto deixe de ser considerado crime;
  • Respeitar à autodeterminação reprodutiva das mulheres: não à maternidade compulsória. Sim à maternidade livre, voluntária e desejada;
  • Assegurar que todo hospital da Rede Pública coloque em prática a regulamentação do Ministério da Saúde que dá direito à mulher a fazer o aborto nos casos previstos em lei, pois a maternidade é um direito, e não pode ser resultante de um ato de violência;
  • Que o Estado garanta a Política de Saúde Integral e Universal para as mulheres possibilitando o pleno, exercício de seus direitos sexuais e direitos reprodutivos, em especial, a efetivação do direito das mulheres de decidir se querem ou não engravidar e, no caso de uma gravidez indesejada, poder interrompê-la no Serviço Público;
  • Implantar em toda a Rede Pública o Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM);
  • Ampliar a sensibilização de profissionais de saúde para garantia do aborto previsto em lei;
  • Ampliar divulgação da Norma Técnica "Atenção Humanizada ao Abortamento" produzida pelo Ministério da Saúde em 2005, que se trata de um guia para apoiar gestores/profissionais de saúde e introduzir novas abordagens no acolhimento e na atenção para com as mulheres em processo de abortamento (espontâneo ou induzido), buscando, assim, assegurar a saúde e a vida.
Outro documento importante para o debate é a "Plataforma de Propostas para a Legalização do aborto no Brasil", da Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. O material aponta uma série de ações na perspectiva da defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

Alguns documentos que fundamentam o posicionamento do Conjunto CFESS-CRESS

Plataforma de Propostas para a Legalização do aborto no Brasil

CFESS Manifesta pela descriminalização e legalização do aborto (setembro de 2009)

Moção de apoio à descriminalização do aborto (setembro de 2009)


Veja o que já foi publicado no site do CFESS

Setores conservadores querem minar evento que discute aborto em Universidade

Conjunto CFESS-CRESS delibera pela defesa da legalização do aborto

Dia Latino-Americano e Caribenho pela Descriminalização e Legalização do Aborto

Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
Comissão de Comunicação

Rafael Werkema - JP/MG 11732Assessor de Comunicaçãocomunicacao@cfess.org.br

Portal do MDS disponibiliza vídeos para conselheiros do Bolsa Família


Com o objetivo de apoiar a atuação dos conselheiros das instâncias de controle social do Bolsa Família (ICS), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) está lançando a série de capacitações com 12 videoaulas voltadas àqueles que acompanham o Cadastro Único e o programa de transferência de renda.

A ICS possui importante papel na implantação do programa, estabelecendo parceria com o poder público na busca de soluções criativas e negociadas para a melhoria das condições de vida de milhões de pessoas. Por isso, é importante que os conselheiros compreendam e exerçam efetivamente seu papel e que reconheçam sua relevância. Com layout didático e ilustrativo, cada capítulo da série apresenta um pouco da realidade dessas Instâncias, destacando a importância da participação social nas políticas públicas. O público-alvo é formado por todos que atuam no Bolsa Família. Os vídeos podem ser exibidos em encontros, reuniões e atividades com beneficiários nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), escolas e outros espaços. 
A série está disponível nas páginas de Controle Social e Capacitação, pelo canal no YouTube.

Para baixar os vídeos e necessária a instalação do Programa VDownloader, no link abaixo:
 
 
Após a instalação basta acessar cada link abaixo e copiá-lo para o programa de download:
Vídeo 1 - A Participação Social

Video 2 - O Controle Social

Vídeo 3 - O Programa Bolsa Família

Vídeo 4 - As Instâncias de Controle Social

Vídeo 5 - A Atuação dos Conselheiros das Instâncias de Controle Social

Vídeo 6 - O dia-a-dia das Instâncias de Controle Social

Vídeo 7 - A Articulação e a Integração para o Controle Social do Programa Bolsa Família

Vídeo 8 - A Instância de Controle Social e o Orçamento Público Municipal

Vídeo 9 - O Índice de Gestão Descentralizada
http://www.youtube.com/user/mdscomunicacao?feature=mhee#p/c/980B36E40B75E1C8/3/tvWiVJQ2yV0

Vídeo 10 - A Instância de Controle Social na Fiscalização do Programa Bolsa Família
 
Vídeo 11 - Ações que Fortalecem o Controle Social

Vídeo 12 - A Postura Ética dos Conselheiros do Bolsa Família
http://www.youtube.com/user/mdscomunicacao?feature=mhee#p/c/980B36E40B75E1C8/0/eWigz5vFlO4



Fernanda Lattarulo
Ascom/MDS
(61) 3433-1106
www.mds.gov.br/saladeimprensa


Concurso INSS 2011: edital sai em setembro

O ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho, divulgou no sábado (13 de agosto de 2011), através do seu perfil no Twitter, que já foram definidos os detalhes do Concurso INSS.
Definimos junto com o Ministério Planejamento os detalhes do novo concurso do INSS“, disse o ministro.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjezwYpHCnel_ftodrQy88KgMaVp-yJb_zoskKLdrKscfe2ZTI4dqALi1rN62wR7cUdNPuq9N5KhR-i_GzGgso34JTMkgJ6npwUoSaF66i3Pdc_Xpj-92xkFqeGYXrMorOWJuMLWEugH_o/s1600/www.informativogeral.com.br.jpgO edital do concurso público INSS deve sair até o final de setembro.
O concurso vai oferecer 2500 vagas. Desse total, 2000 serão para técnico previdenciário; 500 para perito.
No caso dos assistentes sociais vamos reaproveitar os aprovados no último concurso“, postou o Ministro. Serão 200 vagas para Assistente Social.
Em julho, a presidente da República, Dilma Rousseff, atendendo a pleito apresentado pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, autorizou, em caráter excepcional, a realização de concurso público para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Todas as vagas do concurso INSS 2011 serão abertas nas novas agências do Plano de Expansão da Rede de Atendimento (PEX). Nos próximos dias, técnicos dos dois ministérios se reunirão para definir a quantidade de vagas e os cargos para os quais será realizado o concurso público. A ministra Miriam Belchior também participou da audiência no Palácio do Planalto.
O Plano de Expansão, iniciado em 2009, prevê a implantação de 720 novas agências da Previdência Social em cidades com mais de 20 mil habitantes que não possuem unidades fixas prestando todos os serviços previdenciários. Desse total, 71 já foram inauguradas. Até o final de 2014, as 649 unidades restantes deverão ser entregues à população.
Segundo o ministro Garibaldi Alves, a presidenta Dilma Rousseff, ao autorizar o concurso INSS, destacou que é prioridade do seu governo expandir e melhorar o atendimento prestado aos beneficiários da Previdência Social. Todas as agências possuem equipamentos modernos de informática, mobiliário novo, dispositivos de segurança e acessibilidade para idosos e portadores de necessidades especiais. As novas agências reduzirão a necessidade de deslocamento do cidadão entre municípios para serem atendidos pela Previdência.
Para o cargo de analista, o candidato deve ter concluído o nível superior em qualquer área de formação. Já para concorrer ao cargo de técnico, é preciso ter o ensino médio completo.
Segundo informações, atualmente, as remunerações iniciais são de R$4.667 para analista e de R$2.676,44 para técnico, mais gratificação de desempenho.
Os servidores também terão direito ao auxílio alimentação, que varia de R$126 a R$161,99, de acordo com o estado de lotação.

CFESS: Boas notícias em reunião com o INSS

Junto com a Fenasps, CFESS participa de nova audiência com o presidente do Instituto
Grupo reunido na tarde de segunda-feira, 22 de agosto (foto: Diogo Adjuto)

Mais 200 Analistas do Seguro Social com formação em Serviço Social serão nomeados para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a partir de março de 2012. Essa é a mais nova notícia desta segunda-feira, 22 de agosto, anunciada durante  audiência com o presidente do órgão, Mauro Luciano Hauschild,  concedida à Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (FENASPS) com a participação do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS).  Participaram  da  reunião, além de representante da FENASPS e do  CFESS,  integrantes da Direção Geral do INSS, entre os quais, a diretora de atendimento, Cinara Fredo.

Segundo o presidente Mauro Hauschild, o INSS solicitou a nomeação dos 450 candidatos aprovados no concurso de 2008, fora do número de vagas estabelecido em edital. No entanto, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) só autorizou a nomeação de 200 servidores até agora. “Após o concurso de remoção, novos servidores serão nomeados em três etapas: março, agosto e novembro de 2012”, afirmou Hauschild.  Ao ser indagado pela representante do CFESS sobre novas  solicitações para que o MPOG autorize a contratação dos outros 250 concursados, o presidente  do INSS declarou-se comprometido em fazê-las.

Outro ponto debatido foi o decreto que trata das atribuições dos/as assistentes sociais do INSS. A conselheira Lucia Lopes, que representou  o CFESS na audiência, e a representante da FENASPS, Jossuleide Souza,  destacaram  a importância e a necessidade da atualização  normativa das atividades realizadas pelos/as assistentes sociais que atuam no serviço social do INSS.  A defesa do CFESS e da FENASPS foi de urgência da aprovação da Minuta de Decreto, elaborada, em 2007, por grupo de trabalho composto por representações do Ministério da Previdência Social, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS),  do INSS e do CFESS, tendo em vista as situações vivenciadas por assistentes sociais do Instituto. Na opinião da conselheira do CFESS e da representante da FENASPS, “isso inibirá as pressões para que sejam realizadas atividades alheias às atribuições específicas e à formação profissional  dos/as assistentes sociais, a exemplo da habilitação de benefícios, notadamente o benefício assistencial (BPC)".

De acordo com a diretora Cinara Fredo, o presidente do INSS instituiu, há 10 dias, um Grupo de Trabalho para avaliar a questão referente à habilitação de benefícios pelos/as assistentes sociais. Após um longo debate sobre o tema, em que os/as representantes das entidades argumentaram a incompatibilidade entre a habilitação de benefícios com as atribuições privativas dos/as assistentes sociais, o presidente do INSS garantiu que todas as propostas e encaminhamentos serão levados às entidades representativas da categoria antes de quaisquer decisões. “O CFESS, a Fenasps e as entidades que representam o/a assistente social serão chamadas ao debate com o Instituto, tão logo o GT conclua seus trabalhos”, destacou.

Além disso, como proposta da conselheira do CFESS ao presidente do INSS, as entidades ( FENASPS e CFESS)  enviarão ao órgão um ofício, com a proposta de criação de mecanismos institucionais para que as ações  do serviço social  do INSS,  decorrentes da competência legal  que lhes é atribuída e que orienta a atuação dos/as assistentes sociais nesse serviço há 20 anos, seja debatida prioritariamente nos próximos 90 dias, no interior do órgão, e que nenhuma outra mudança de fluxo  ou atividades diferentes das que têm respaldo no artigo 88 da Lei 8.213 de 1991 sejam  adotadas sem esse debate prévio e sem a discussão com as entidades. A sugestão foi aceita por Mauro Hauschild e o documento será elaborado e protocolizado ainda nesta semana pelo CFESS e pela Fenasps.

Outro ponto acordado na reunião foi a obrigatoriedade normativa e os Analistas do Seguro Social com formação em Serviço Social utilizarem o número de inscrição do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) em seus carimbos, assinaturas eletrônicas, etc.  O presidente do INSS concordou com  a argumentação  do CFESS e se comprometeu em recomendar à área de Recursos Humanos do órgão a efetivar esta orientação aos/às gestores/as das Gerências Executivas do Instituto.

30 horas semanais
Na audiência, dois pontos estiveram também entre os assuntos discutidos: a regulamentação das 30h semanais sem redução salarial para assistentes sociais e a mudança na justificativa de ausência dos/as profissionais do INSS que paralisaram atividades em 1º de março em vários estados do Brasil, bem como o grupo que paralisou suas atividades nos estados do Pará e do Rio Grande do Sul, no dia 23 de janeiro. Os representantes da FENASPS Pedro Jorge de Lima (Jorjão), Moacir Lopes e Jossuleide Souza destacaram a importância da mudança de codificação de “falta não justificada” para código de “greve”.  Mauro Hauschild informou que a mudança será efetivada. 

O presidente do INSS mostrou-se aberto ao diálogo em relação à reivindicação das 30h sem redução salarial, em respeito à lei 12.317/2010, que normatizou a jornada, porém informou que o assunto ainda se encontra em estudo na Procuradoria-Geral do órgão.

Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
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Comissão de Comunicação

Diogo Adjuto - JP/DF 7823Assessoria de Comunicaçãocomunicacao@cfess.org.br

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Com cerca de 82 mil profissionais em todo o Brasil, a PL 5278/2009 prevê a fixação de um piso salarial para as (os) Assistente Sociais de R$ 3.720,00 e jornada de trabalho de 30h semanais.

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